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Senadores dos EUA pedem a Trump que aborde a perseguição religiosa na China durante visita de Xi Jinping

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Um grupo de dez senadores dos Estados Unidos enviou uma carta ao presidente Donald Trump, solicitando que ele aborde a questão da perseguição religiosa na China durante a visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Washington. O documento foi enviado na terça-feira, 22 de setembro.

A iniciativa, liderada pelos senadores Ted Budd (Carolina do Norte) e Tim Kaine (Virgínia), destaca a importância de manter a liberdade religiosa como um dos temas principais nas discussões entre os dois líderes. Os senadores também agradeceram a Trump por ter previamente mencionado o caso do pastor Ezra Jin, que foi libertado após 266 dias de detenção.

A carta pede a continuação da pressão internacional em defesa de cristãos e outras minorias religiosas que enfrentam perseguição na China. “O governo dos EUA deve promover a liberdade religiosa, exigindo que a China cesse o assédio a membros de organizações religiosas”, afirmam os senadores.

Entre os casos mencionados, estão os do pastor Gao Quanfu e sua esposa, Pang Yu, além do pastor Tang Bingyi, todos associados à Light of Zion Church, em Xi’an. O documento também cita oito líderes da Igreja Zion, em Pequim, que permanecem detidos.

A situação de grupos perseguidos por crenças religiosas na China ganhou nova atenção, especialmente com a mobilização de organizações dedicadas à liberdade religiosa durante a visita de Xi Jinping. Um exemplo é o apelo da ChinaAid em favor do pastor John Cao, que enfrenta câncer e não consegue deixar a China, apesar de ser residente permanente nos EUA.

O pastor Cao, que cumpriu sete anos de prisão por suas atividades missionárias, foi libertado em março de 2024, mas as autoridades chinesas ainda não lhe concederam um passaporte. Em um apelo emocionante, ele pediu ajuda para retornar aos EUA e se reunir com sua família, que vive lá.

Na quarta-feira, 23 de setembro, Bob Fu, fundador da ChinaAid, tentou entregar uma petição na Embaixada da China em Washington, acompanhada de uma carta pedindo que o governo chinês devolva o passaporte de Cao por razões humanitárias.

O caso de John Cao é apenas um exemplo das dificuldades enfrentadas por cristãos na China, tema que líderes religiosos e defensores dos direitos humanos têm destacado em eventos recentes, como em um encontro no Museu da Bíblia, em Washington.

Fonte: Guiame.

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