Mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e o advogado Walfrido Warde, reveladas, indicam que eles consideraram entrar com uma ação judicial contra o Banco Central em julho de 2025. Naquele período, a instituição financeira estava avaliando a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB).
Vorcaro, que já havia sido preso anteriormente, alegou que o presidente do BC, Gabriel Galípolo, dificultava a operação com justificativas contábeis. Em uma mensagem, ele sugeriu a Warde que era necessário processar a autoridade monetária devido a uma nova justificativa apresentada por Galípolo, que envolvia erros contábeis.
Warde concordou com a proposta e sugeriu iniciar o processo com uma notificação ao Banco Central. Vorcaro autorizou a ação e pediu que o advogado informasse ao “presidente” sobre a estratégia.
Além disso, as mensagens revelam que Vorcaro planejava questionar a atuação de Renato Gomes, então diretor de Organização do Sistema Financeiro do BC, que supostamente estaria dificultando a transação com o BRB. O advogado se comprometeu a fazer a notificação pessoalmente e preparar documentos direcionados tanto a Galípolo quanto a Gomes.
Em 19 de julho, Vorcaro conseguiu uma reunião com Galípolo na sede do Banco Central, onde também participou seu sócio, Augusto Lima. Dias depois, Warde informou Vorcaro sobre um encontro com Marco Aurélio Santana Ribeiro, chefe de gabinete do presidente Lula.
As mensagens mencionam ainda um contato com Alexandre de Moraes, ministro do STF, que teria conversado com Galípolo em diversas ocasiões sobre o Banco Master. Moraes negou ter tratado do banco em suas reuniões com o presidente do BC, afirmando que a pauta girou em torno da Lei Magnitsky.
Duas semanas antes das conversas entre Vorcaro e Warde, o Banco Central havia notificado o Ministério Público Federal sobre indícios de irregularidades envolvendo a cessão de créditos ao BRB. O veto à operação de compra do Banco Master pelo BRB foi oficializado pelo BC em setembro de 2025.
Fonte: Revista Oeste.










