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Governo italiano planeja proibir burcas e niqabs em escolas, afirma Giorgia Meloni

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A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, anunciou neste domingo (20) que seu governo pretende implementar uma proibição ao uso de burcas e niqabs nas escolas do país. Esta medida faz parte de um conjunto de iniciativas voltadas à integração de alunos estrangeiros.

Durante o evento Fenix, promovido pela Gioventù Nazionale, organização juvenil do partido Fratelli d’Italia, Meloni revelou que a proposta será discutida em breve no Conselho de Ministros. Além da proibição das vestimentas que cobrem o rosto, a proposta também incluirá um limite para o número de estudantes estrangeiros por turma.

A primeira-ministra defendeu que alunos devem frequentar a escola com o rosto à mostra, ressaltando que “é preciso ir à escola com o rosto descoberto”. Meloni também enfatizou a importância da igualdade de direitos entre homens e mulheres, afirmando que tradições culturais não podem prevalecer sobre esse princípio. “Não se pode permitir que alguém, em nome de uma suposta tradição, imponha a uma jovem que esconda o rosto”, declarou.

A proposta se concentra especificamente na burca, que cobre todo o corpo e o rosto, e no niqab, que deixa apenas os olhos visíveis. O hijab, que cobre os cabelos e o pescoço, mas mantém o rosto exposto, não será afetado pela nova regra.

As medidas ainda precisam passar pelo processo legislativo para serem oficialmente implementadas. Meloni também anunciou que o governo pretende estabelecer um número máximo de alunos estrangeiros por sala de aula, argumentando que a presença excessiva de estudantes que não falam italiano pode dificultar a integração. Atualmente, cerca de 11,6% dos alunos nas escolas italianas não possuem cidadania italiana.

A primeira-ministra não especificou qual será o limite de alunos estrangeiros, mas destacou que a diversidade linguística em uma turma deve ser equilibrada para favorecer a integração. “Se houver apenas uma criança em uma turma que não entenda italiano, essa criança consegue aprender rapidamente com a ajuda dos colegas e professores. Mas, se o número de crianças que não entendem o idioma for elevado, isso se torna negligência”, concluiu Meloni.

Essas iniciativas são parte da política do governo italiano, que busca reforçar a integração de imigrantes na sociedade e na cultura do país. A questão do uso de vestimentas islâmicas nas escolas já estava em pauta, com o ministro da Educação, Giuseppe Valditara, defendendo a proibição da burca em agosto, com foco na promoção de igualdade nas instituições de ensino.

O anúncio de Meloni surge em um contexto mais amplo de discussões na Europa sobre imigração, integração cultural, liberdade religiosa e o uso de vestimentas que cobrem o rosto em espaços públicos.

Fonte: Guiame.

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