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Reações dos Evangélicos ao Ataque de 11 de Setembro: Uma Análise Histórica

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No dia 11 de setembro de 2001, os alunos da Liberty University, em Virgínia, estavam em aulas quando foram interrompidos por uma tragédia sem precedentes: dois aviões colidiram com as Torres Gêmeas, um terceiro atingiu o Pentágono e um quarto caiu em Shanksville, na Pensilvânia. As aulas foram canceladas e a comunidade se reuniu para orar e cantar.

Em várias universidades evangélicas, como a Bethel College em Indiana e a Asbury College em Kentucky, estudantes se reuniram em cultos de luto e oração. Enquanto o país enfrentava um momento de horror, figuras proeminentes do evangelicalismo, como Billy Graham e Richard Stearns, pediram que a nação buscasse conforto e unidade em meio à dor.

Contudo, a unidade espiritual entre os evangélicos não durou muito tempo. Dois dias após os ataques, Jerry Falwell, fundador da Moral Majority, fez declarações polêmicas na televisão, culpando grupos como feministas, homossexuais e a ACLU pelos ataques. Ele afirmou: “Eu realmente acredito que os pagãos, os abortistas, as feministas, os gays e as lésbicas ajudaram a acontecer isso.” Pat Robertson, seu colega televangelista, concordou com suas afirmações.

Esses comentários geraram uma onda de críticas. Um site de esquerda comprou um anúncio no New York Times chamando Falwell e Robertson de “Talibãs Americanos”. O teólogo evangélico Ronald Sider afirmou que as declarações de Falwell “desonraram todos os cristãos, especialmente os evangélicos”. Além disso, um membro da Convenção Batista do Sul questionou a experiência de salvação de Falwell.

Falwell tentou recuar em suas declarações, afirmando que apenas os terroristas eram responsáveis pelos ataques, mas continuou a criticar seus adversários. Este episódio acabou se transformando em uma oportunidade de arrecadação de fundos para Falwell Ministries, com o filho de Falwell pedindo apoio financeiro para seu pai.

Muitos evangélicos, independentemente de suas opiniões sobre as declarações de Falwell, acreditavam que Deus estava enviando uma mensagem à América através dos ataques. James Dobson, psicólogo e fundador da Focus on the Family, argumentou que a nação estava sendo punida por seu orgulho e por questões morais como o aborto e a pornografia.

Enquanto alguns líderes evangélicos clamavam por arrependimento, outros viam uma chance para um avivamento espiritual. Billy Graham, durante um culto na Catedral Nacional, declarou que o momento poderia ser um prenúncio de uma nova espiritualidade na nação. Após os ataques, algumas igrejas relataram um aumento significativo na frequência, enquanto as vendas de Bíblias dispararam.

Entretanto, essa fusão de patriotismo e fé não foi bem recebida por todos. Cal Thomas, colunista e associado de Falwell, criticou a equação entre Deus e o país, chamando-a de “jingoísmo eclesiástico”. Um estudo da Gallup realizado dias após os ataques revelou que, apesar do aumento temporário no interesse religioso, a frequência em igrejas não mudou substancialmente.

Assim, 25 anos após os ataques de 11 de setembro, muitos evangélicos continuam a oferecer “pensamentos e orações” em resposta a tragédias, mantendo a crença de que a nação está em um relacionamento de aliança com Deus, mesclando fé e cidadania de maneira ainda mais pronunciada.

Fonte: Christianity Today.