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Entidade Evangélica movimenta R$ 7,7 milhões e é investigada no caso Dark Horse

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Uma nova decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) revelou detalhes importantes sobre as investigações do caso Dark Horse, que se inspira na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. A União Nacional das Igrejas e Pastores Evangélicos (Unigrejas) movimentou cerca de R$ 7,78 milhões entre outubro de 2025 e abril de 2026, quantia considerada atípica pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

O documento judicial destaca que mais de R$ 1 milhão foi recebido através de depósitos realizados em várias regiões do Brasil, sendo aproximadamente R$ 928 mil em dinheiro vivo, o que despertou a atenção dos investigadores.

A apuração revelou ainda transferências financeiras entre a Unigrejas e outras entidades já citadas em investigações paralelas, como o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a empresária Karina Ferreira da Gama, identificada como presidente do instituto e conectada à produtora do filme.

Além dos valores recebidos, o relatório menciona repasses da Unigrejas para instituições religiosas, como a Igreja Universal do Reino de Deus e a Associação Nova Igreja Evangélica Holiness Shalom. Os investigadores buscam entender a natureza dessas transações e sua relação com o escopo da investigação.

A investigação do caso Dark Horse se intensificou após uma operação da Polícia Federal, autorizada pelo STF, que investiga suspeitas de desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e irregularidades com entidades culturais e emendas parlamentares.

Entre os alvos da investigação estão pessoas envolvidas na produção do filme e instituições que receberam financiamento público para projetos culturais e educacionais. As autoridades tentam verificar se esses recursos foram desviados para a produção do filme.

Até o momento, a Unigrejas não enfrenta acusações formais, sendo mencionada apenas no contexto das movimentações financeiras analisadas pelas autoridades. A decisão judicial não a incrimina, mas destaca que suas transações são parte da investigação em andamento.

As apurações ocorrem em um cenário de crescente interesse político, envolvendo o Banco Master e figuras influentes do cenário nacional. Nos últimos dias, diversos partidos e líderes têm pedido mais transparência sobre os inquéritos em curso.

As investigações continuam sob a supervisão do STF, e novas diligências podem ser realizadas a qualquer momento.

Fonte: Folha Gospel.