Mensagens interceptadas pela Polícia Federal revelaram que o banqueiro Daniel Vorcaro tratava os repasses ao escritório de advocacia de Viviane Barci, esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, como uma prioridade absoluta. As comunicações entre 2024 e 2025 mostram que Vorcaro exigia urgência e sigilo nas operações financeiras.
O controle rigoroso dos pagamentos foi evidenciado em mensagens de março de 2024, nas quais o banqueiro reclamava de atrasos e ordenava pagamentos imediatos, considerando o contrato com o escritório como o mais significativo que o Banco Master possuía. Vorcaro chegou a instruir sua equipe a efetuar transferências ‘do jeito que for’, inclusive antes da emissão de notas fiscais.
As investigações indicam que o contrato entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci supera R$ 129 milhões. O acordo incluía serviços jurídicos e consultoria estratégica, abrangendo questões em órgãos reguladores e esferas de poder essenciais para o setor bancário, como o Banco Central e a Receita Federal.
A preocupação com a discrição nas operações financeiras era constante. Vorcaro determinou que o acesso ao contrato fosse limitado, afirmando que ‘ninguém’ deveria ter acesso interno aos detalhes. Em outubro de 2025, ele repreendeu um funcionário por um pagamento feito via Pix, considerando essa forma inadequada para os repasses.
Além disso, a Polícia Federal encontrou metadados que sugerem uma edição do contrato realizada pelo ‘Ministro Alexandre de Moraes’. Em resposta, a assessoria do escritório Barci de Moraes explicou que a análise foi uma solicitação do setor de compliance para evitar conflitos de interesse e que não há previsão de atuação do escritório perante o STF.
Essa situação levanta questionamentos sobre a relação entre Vorcaro e Moraes, além de evidenciar como o fluxo financeiro ao escritório foi gerido com urgência e sigilo, refletindo a importância do contrato para o Banco Master.
Fonte: Gazeta Do Povo.









