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Organização pela vida enfrenta ameaça legal por definir aborto como assassinato

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A Live Action, uma organização americana que defende a vida, está sob a ameaça de um processo judicial após se referir ao aborto como o ato de matar uma criança não nascida.

A presidente e fundadora do grupo, Lila Rose, afirmou que não irá alterar a terminologia utilizada pela organização, mesmo diante das pressões legais.

Recentemente, a Live Action recebeu uma notificação extrajudicial da Amplify Legal, que está vinculada à entidade Abortion in America. O documento pedia que o grupo cessasse o que foi chamado de uma “campanha maliciosa de desinformação” e retirasse afirmações consideradas difamatórias em relação a 13 clientes representados por essa organização.

A Amplify Legal alega que o conteúdo divulgado pela Live Action em artigos, vídeos e redes sociais retratou mulheres que optaram pelo aborto como “assassinas”. Além disso, a entidade afirma que algumas dessas mulheres receberam ameaças de morte após a divulgação dos materiais.

A notificação estipulou um prazo até 28 de julho para que a Live Action removesse o conteúdo questionado e emitisse um pedido de desculpas, porém a organização pró-vida rejeitou essas exigências.

“O aborto é um ato de matar. Ele acaba deliberadamente com a vida de uma criança humana viva”, afirmou Lila Rose.

A ativista ressaltou que a discussão também envolve a forma como o aborto é apresentado na sociedade. Segundo ela, defensores do aborto buscam controlar a linguagem utilizada no debate.

“Eles querem retirar o aborto do julgamento moral, mesmo quando a criança é diagnosticada com alguma deficiência. Sabem que controlar a linguagem é fundamental para que o aborto seja mais aceito, pois as pessoas entendem intuitivamente que o aborto resulta na morte de uma criança e que todo bebê merece uma chance de viver”, explicou.

“Não seremos pressionados”

Lila também destacou que a Live Action continuará a defender os direitos das crianças não nascidas e não irá mudar a linguagem que considera apropriada para descrever o aborto.

“Não seremos forçados a usar uma terminologia que ocultem o que o aborto realmente é ou que facilite a aceitação da morte de uma criança não nascida”, afirmou.

A líder da organização acrescentou que as ameaças legais não afetarão a missão da Live Action.

“As ameaças não nos impedirão de chamar o aborto pelo que realmente é ou de lutar pelo direito de toda criança viver. Continuaremos nossa luta e seremos vitoriosos”, assegurou.

De acordo com Lila, os cidadãos americanos têm o direito de expressar publicamente suas opiniões sobre o aborto sem temor de serem processados.

“Essas crianças são seres humanos. Suas vidas possuem dignidade e elas têm o direito de viver. Os americanos têm todo o direito de afirmar isso de forma clara, sem medo de serem levados à justiça por se recusarem a usar a linguagem enganosa preferida pelos defensores do aborto”, enfatizou.

Liberdade de expressão

A Live Action está sendo representada legalmente pela Thomas More Society, uma organização que atua em causas relacionadas à vida, família e liberdade religiosa.

Em um comunicado emitido na segunda-feira (17), os advogados afirmaram que a Live Action não interromperá suas atividades de cobertura sobre o aborto, não excluirá seu acervo e não retirará o que considera opinião protegida pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA.

“A Live Action não deixará de informar sobre o aborto e não se absterá de expressar a opinião – compartilhada por dezenas de milhões de americanos e pelo movimento pró-vida – de que o aborto resulta na morte de um ser humano vivo e pode ser corretamente descrito como ‘matar’”, declarou a defesa.

Peter Breen, vice-presidente executivo e líder de litígios da Thomas More Society, caracterizou a notificação como uma tentativa de silenciar a voz pró-vida.

Segundo o advogado, a Amplify Legal não apresentou decisões judiciais que justifiquem a proibição de que defensores da vida utilizem o termo “matar” ao se referirem ao aborto.

Breen também destacou que a própria Suprema Corte dos Estados Unidos já utilizou o termo em decisões sobre o tema.

“Estamos orgulhosos de defender o trabalho jornalístico da Live Action e seu direito de se expressar livremente sobre a questão social mais polêmica do nosso tempo”, concluiu.

A Live Action afirmou que continuará a produzir conteúdos sobre aborto e a defender o direito à vida de crianças nascidas e não nascidas.