O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, enfatiza a importância da aliança de Luiz Inácio Lula da Silva com diversos partidos como um dos principais trunfos da campanha presidencial de 2026. Segundo Dirceu, essa união fortalece a base de apoio ao presidente e reflete a solidariedade interna do PT em torno da candidatura.
Em entrevista ao Estadão, Dirceu mencionou o apoio de partidos de centro-esquerda, além de segmentos do MDB, PSD, Republicanos e União Brasil. Para ele, essa composição aumenta a estrutura eleitoral de Lula em várias regiões do Brasil. “Estamos diante da primeira coalizão em que todos os partidos de centro-esquerda estão unidos em apoio à Presidência. Temos praticamente todo o MDB do Norte e do Nordeste, uma parte significativa do PSD, assim como representantes de Estados do Republicanos e do União Brasil, além de ex-ministros dessas legendas”, declarou.
Dirceu também destacou a harmonia interna do PT, considerando esse aspecto crucial para a campanha, especialmente em vista do histórico de disputas internas que a legenda já enfrentou.
Na visão do ex-ministro, a articulação entre as siglas formou uma coalizão focada na vitória nas eleições. Ele alerta que a campanha não deve ser encarada como uma vitória já garantida. “Formamos uma aliança para conquistar a eleição. Não podemos nos deixar levar pela confiança excessiva”, concluiu.
Embora reconheça as alianças como um ponto positivo para Lula, Dirceu recomenda que o presidente adote uma postura de quem ainda precisa conquistar votos. Para ele, mesmo que as pesquisas indiquem uma possível vantagem, o esforço eleitoral deve ser mantido. “As pesquisas apontam chances de vitória no primeiro turno, mas Lula deve fazer campanha como se estivesse em desvantagem. Sempre acreditei nisso. A campanha depende muito do diálogo nas famílias, nas vizinhanças, nos locais de trabalho, nas escolas e nas igrejas. Não se resume apenas a redes sociais e publicidade”, observou.
Dirceu também enfatizou que a mobilização eleitoral deve incluir o contato direto entre os eleitores, sugerindo que a campanha deve se estender para além do ambiente digital e das campanhas publicitárias.
Além disso, Dirceu está se preparando para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo. Ele planeja retomar suas atividades de campanha em setembro, após receber autorização médica para voltar às ruas. O ex-ministro esteve em tratamento para um linfoma no duodeno e, desde então, acompanhou a movimentação eleitoral de casa. Agora, aguarda uma nova avaliação médica que definirá seu retorno às atividades presenciais.









