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Investigação da PF sobre Lulinha reacende roteiro já conhecido na defesa de Lula, dizem comentaristas

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Brasília — O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou na quarta-feira (29) a abertura de inquérito da Polícia Federal (PF) contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A investigação apura suspeita de que ele tenha atuado para beneficiar a empresa World Cannabis, ligada ao lobista Antonio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, junto ao Ministério da Saúde.

Em declaração pública, Lula afirmou confiar na inocência do filho, mas reiterou que não usará o cargo para interferir no caso. “Se ele estiver certo, vai ter ajuda minha. Se fizer coisa errada, ele sabe o que eu passei (na prisão)”, declarou o presidente.

Analistas veem repetição de estratégia

Convidados do programa Última Análise, da Gazeta do Povo, avaliaram que a postura de Lula segue um padrão adotado em crises anteriores. O escritor Francisco Escorsim lembrou que o petista costuma atribuir responsabilidades a terceiros. “Lula nunca sabe de nada e a culpa é sempre do outro”, disse.

Para o professor Daniel Vargas, da Fundação Getulio Vargas (FGV), o novo inquérito se soma a outras frentes que já mencionaram o nome de Lulinha, como a investigação sobre fraudes no INSS e a viagem a Portugal paga por um lobista. “As coisas se somam e formam um tecido que parece se conectar”, afirmou.

‘Café’ com Alexandre de Moraes

No mesmo dia em que o inquérito foi autorizado, Lula convidou o ministro Alexandre de Moraes, também do STF, para um café após evento no Palácio do Planalto. A aproximação foi criticada pelos comentaristas do programa. Vargas classificou o gesto como mais um exemplo de “esgar jurisdicional” provocado por Moraes, enquanto Escorsim associou o encontro ao momento político conturbado que inclui a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, ocorrida às vésperas das eleições.

Não é a primeira vez que Lula recebe integrantes do Supremo. Em julho de 2025, o presidente promoveu um jantar com ministros da Corte pouco depois de os Estados Unidos imporem tarifas ao Brasil. À época, Moraes havia sido alvo de sanções norte-americanas pela Lei Magnitsky.

Programa diário

Última Análise vai ao ar de segunda a quinta-feira, das 19h às 20h30, no canal da Gazeta do Povo no YouTube, debatendo temas políticos e econômicos do país.

Com informações de Gazeta do Povo