Brasília — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, nesta quinta-feira (30), que ainda sente “profunda mágoa” das pessoas que, segundo ele, “endeusaram” o ex-juiz Sergio Moro (PL-PR) e o ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo-PR). A afirmação foi feita durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda., transmitida na noite de 30 de julho de 2026.
Ao comentar a Operação Lava Jato, Lula classificou a força-tarefa como uma “sórdida conspiração” com motivação política. “Aqueles que transformaram Moro e Dallagnol em santos deveriam pedir desculpas”, afirmou.
Perseguição política e recusa a deixar o país
O presidente reiterou que foi alvo de perseguição conduzida por integrantes da Lava Jato e disse nunca ter cogitado sair do Brasil para evitar a prisão. “Eu poderia ter ido para uma embaixada, como fazem ‘os honestos’, mas não sairia do país”, declarou, numa referência indireta ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), radicado nos Estados Unidos.
Lula lembrou ainda que rejeitou a oferta de cumprir pena com tornozeleira eletrônica. “Não aceitei porque sou inocente”, disse.
Reconhecimento de casos de corrupção
O petista reconheceu a existência de episódios de corrupção durante seus mandatos, mas ressaltou que os responsáveis foram investigados e punidos. “A acusação sempre foi de que ‘o Lula sabia’. Eu não poderia assumir uma culpa que não tinha”, afirmou.
Frustração e perseverança
Entre os momentos mais difíceis de sua trajetória, Lula citou a Lava Jato como uma das maiores frustrações. Ele acusou integrantes da força-tarefa de buscarem poder político. “Nunca imaginei ser vítima de uma conspiração feita por Ministério Público e por um juiz. Percebi cedo que era um esquema político”, disse. O presidente atribuiu à própria perseverança a reversão de suas condenações: “Só eu acreditava que ganharia aquilo”.
Com informações de Gazeta do Povo