E7442C86FCBF891E007D063FE7FD2E3D
Home / Notícias / Emenda de Erika Hilton quer barrar alegação de convicções religiosas ou científicas em processos por misoginia

Emenda de Erika Hilton quer barrar alegação de convicções religiosas ou científicas em processos por misoginia

ocrente 1785417854
Spread the love

O projeto de lei que tipifica a misoginia como crime tramita na Câmara dos Deputados e recebeu uma emenda da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) que proíbe o réu de invocar liberdade de expressão, crença religiosa, convicção filosófica, política ou argumento científico como excludente de ilicitude ou de culpabilidade.

Apresentada durante a discussão do texto, a proposta estabelece que tais fundamentos não poderão ser usados em defesa de quem for acusado de prática misógina. Se aprovada, a medida alcançaria pronunciamentos feitos em templos religiosos, salas de aula ou espaços acadêmicos.

Críticos, como o advogado e professor Rafael Durand, afirmam que a emenda contraria garantias constitucionais, entre elas a liberdade religiosa (art. 5º, VI) e a liberdade de expressão. Durand argumenta que pastores, padres, médicos ou professores que expressem visões tradicionais sobre família ou sexualidade ficariam sujeitos a punições sem poder citar suas bases teológicas ou científicas em juízo.

Em decisões anteriores, o Supremo Tribunal Federal (STF) preservou a manifestação religiosa ao equiparar homotransfobia ao crime de racismo (ADO 26), ressalvando que a repressão penal não alcançaria pregações que não incentivem violência. Para opositores da emenda, o novo texto ignoraria essa salvaguarda.

O projeto segue em análise nas comissões da Câmara. Não há prazo definido para a votação final em plenário.

Com informações de Pleno.News