O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez defesa enfática do Sistema Único de Saúde (SUS) e enviou recado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira, 28 de julho de 2026, durante visita ao Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro. Ao lado do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, Lula criticou a intenção de Washington de cortar recursos da entidade e ressaltou que atendimento médico não deve ser privilégio de quem pode pagar.
“Quando você puder conversar com o presidente Trump, diga a ele como é que um país que não é rico como os Estados Unidos garante a cada cidadão o mesmo tratamento de saúde que recebe o presidente da República”, declarou o chefe do Executivo.
Defesa do modelo brasileiro
Lula lembrou que o Brasil é “o único país no mundo” com mais de 100 milhões de habitantes que dispõe de um sistema público, universal e gratuito de saúde. O presidente chegou a provocar o sistema norte-americano: “Vá a Nova York para ver se o povo da periferia tem o tratamento que estão dando aqui. Vá tentar pegar uma ambulância lá em Nova York para ver quanto custa”, afirmou.
OMS exibe cartão do SUS
Durante a visita, Tedros Adhanom recebeu simbolicamente um cartão do SUS e elogiou a política brasileira. “Saúde é uma escolha política, e o Brasil mostra ao mundo como tratá-la como direito constitucional”, disse. Em tom bem-humorado, o diretor da OMS mostrou à plateia a carteirinha e comentou: “A propósito, eu sou do Rio de Janeiro também”.
Agenda internacional
Tedros está no Brasil para a 26ª Conferência Internacional sobre a AIDS, iniciada no domingo, 27, e prevista para terminar na sexta-feira, 31 de julho.
Com informações de Gazeta do Povo