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Macron recorda padre Jacques Hamel dez anos após assassinato durante missa

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O presidente da França, Emmanuel Macron, prestou homenagem nesta sexta-feira (26) ao padre Jacques Hamel, morto há dez anos dentro de sua igreja em Saint-Étienne-du-Rouvray, região de Rouen, durante a celebração da missa.

Em mensagem publicada na rede social X, Macron afirmou que o sacerdote de 86 anos foi “covardemente assassinado por dois terroristas islamistas” e destacou que a lembrança do religioso “impõe o dever” de defender a liberdade de consciência garantida pela República. “Diante do terrorismo islamista, a França permanece unida”, escreveu o chefe de Estado.

O ataque de 2016

Na manhã de 26 de julho de 2016, dois jovens ligados ao Estado Islâmico invadiram a igreja paroquial enquanto Hamel celebrava a missa. Ao entrarem, gritaram “Allahu Akbar” (“Deus é grande”, em árabe), quebraram imagens sacras e tentaram obrigar o padre a se ajoelhar. Ele se recusou.

Um dos invasores esfaqueou o sacerdote, que, segundo testemunhas, reagiu dizendo “Vá embora, Satanás!”. Em seguida, teve a garganta cortada. Cinco fiéis que participavam da celebração presenciaram o crime.

Caminho para a beatificação

A Arquidiocese de Rouen abriu a causa de beatificação em 20 de maio de 2017, pouco mais de um ano após o assassinato — processo iniciado com dispensa especial do Vaticano devido à notoriedade do caso. A fase diocesana foi concluída em 9 de março de 2019, após 66 audiências que ouviram 61 testemunhas, entre elas parentes, amigos, paroquianos e sacerdotes.

Enquanto o processo segue no Vaticano, a comunidade local mantém vigílias anuais em memória de Hamel, cuja atuação pastoral era centrada no diálogo inter-religioso e no serviço a pessoas carentes.

Macron encerrou sua mensagem dirigindo-se aos “entes queridos, paroquianos, habitantes de Saint-Étienne-du-Rouvray e católicos da França”, assegurando-lhes “saudações fiéis e fraternas” da nação.

Com informações de Gazeta do Povo