Desde a redemocratização, nenhuma eleição presidencial brasileira ocorreu sem a presença direta ou indireta de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Dos nove pleitos já realizados após a Constituição de 1988, o ex-presidente ficou sempre em primeiro ou segundo lugar, seja concorrendo, buscando a reeleição ou atuando como principal cabo eleitoral de seu partido. Em outubro de 2026, Lula entra na sétima corrida ao Planalto e mantém seu papel central na política nacional.
Polarização persiste há quase quatro décadas
A ascensão do petista em 2002 consolidou a disputa entre lulismo e antilulismo, reconfigurando partidos, alianças e estratégias. Decisões judiciais, articulações parlamentares e viradas eleitorais passaram a ser analisadas pelo impacto sobre o líder do PT, acirrando o personalismo no debate público.
Cinco nomes no comando do país
Entre 1989 e 2022, apenas cinco políticos assumiram a Presidência: Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro. Na posse, a média de idade deles era de 57 anos, sinalizando preferência do eleitor por trajetórias consolidadas.
Escândalos e interrupções de mandato
Collor e Dilma deixaram o cargo após processos de impeachment, demonstrando que vencer a eleição não garante completar o mandato. Já FHC, Lula e Dilma conquistaram a reeleição imediata — prática incorporada à Constituição em 1997. Bolsonaro foi o único a não obter novo mandato.
Predomínio petista nas urnas
O PT venceu cinco das nove eleições realizadas; o PSDB aparece com duas vitórias de FHC. PRN (Collor) e PSL (então partido de Bolsonaro) completam a lista com um triunfo cada. Se Lula vencer novamente, alcançará o quarto mandato e poderá acumular 16 anos no poder, recorde na história republicana.
Abstenção em alta
O número de eleitores aptos bateu 159 milhões, mas mais de 20% demonstram desinteresse em votar. A décima eleição desde 1989 testará a capacidade das instituições de engajar o eleitorado diante de uma polarização que dá sinais de desgaste.
Com informações de Gazeta do Povo