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Mulher ligada a milagre que levou Santa Elizabeth Ann Seton à canonização morre aos 78 anos

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Ann Teresa O’Neill, cuja cura de leucemia foi reconhecida pela Igreja Católica como milagre decisivo para a canonização de Santa Elizabeth Ann Seton, faleceu em 17 de julho, aos 78 anos, em Easton, Maryland (EUA).

A missa de corpo presente será celebrada em 25 de julho, na Basílica do Santuário Nacional de Santa Elizabeth Ann Seton, em Emmitsburg, Maryland. O arcebispo de Baltimore, William E. Lori, presidirá a cerimônia. O sepultamento ocorrerá nos terrenos do próprio santuário.

Infância marcada por doença e fé

Nascida em 7 de outubro de 1947, em Baltimore, O’Neill foi diagnosticada com leucemia avançada aos quatro anos, em 1952. Sem perspectivas médicas de recuperação, a família recorreu à intercessão de Elizabeth Ann Seton, fundadora das Irmãs da Caridade de São José e da primeira escola católica para meninas nos Estados Unidos.

A então supervisora da ala infantil do Hospital St. Agnes, irmã Mary Alice Fowler, entregou orações à mãe de Ann e prendeu no avental da menina um pedaço de tecido que havia tocado os restos mortais de Seton. Amigos e parentes iniciaram uma novena.

Na Sexta-feira Santa de 1952, contra orientação médica, os pais levaram a filha ao túmulo de Seton em Emmitsburg. Deitada sobre a sepultura e levada em seguida à casa onde a religiosa faleceu em 1821, Ann retornou ao hospital. Na segunda-feira de Páscoa, exames apontaram contagem sanguínea normal. Testes posteriores confirmaram a cura definitiva.

Milagre reconhecido e santidade confirmada

Em 1975, a Igreja Católica reconheceu oficialmente o caso como milagre atribuído à intercessão de Elizabeth Ann Seton. No mesmo ano, o papa Paulo VI proclamou Seton santa, durante cerimônia no Vaticano da qual O’Neill participou.

Vida após o milagre

Segundo Rob Judge, diretor executivo do Santuário Nacional de Santa Elizabeth Ann Seton, O’Neill passou a maior parte da vida respondendo a perguntas sobre o episódio, mas preferia falar “sobre a fé de sua mãe, sobre Madre Seton e, principalmente, sobre Jesus”.

Ela deixa três filhos — Joseph Hooe, Gerard Hooe e Mary Alice Zawodny — além de netos e bisnetos. Um quarto filho, Robert Eugene Hooe Jr., morreu antes da mãe.

O’Neill costumava dizer, em entrevista concedida em 2025, que “os santos são como nossos amigos” e que considerava Madre Seton uma companheira espiritual de sua família.

Com informações de Gazeta do Povo