O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) confirmou nesta quinta-feira, 23 de julho de 2026, a aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre bens importados do Brasil cuja produção envolva trabalho forçado.
A medida, fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, atinge outras 59 economias que, segundo o governo de Donald Trump, não adotaram proibições eficazes contra o trabalho forçado em suas cadeias produtivas. Países considerados comprometidos em coibir a prática ficarão sujeitos a sobretaxa menor, de 10%.
Processo de investigação
A decisão foi tomada após duas audiências públicas realizadas no início de julho, nas quais o USTR recebeu aproximadamente 2.100 comentários de partes interessadas. O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro participou das negociações em Washington para tentar evitar o aumento tarifário.
Citação do governo norte-americano
Ao anunciar a medida, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que “décadas de persuasão moral não erradicaram o trabalho forçado das cadeias de suprimentos globais” e ressaltou que os Estados Unidos mantêm, há quase um século, uma proibição de importação de produtos fabricados nessas condições.
Produtos isentos
Algumas matérias-primas foram dispensadas da nova tarifa por, segundo o USTR, poderem afetar negativamente a economia norte-americana se taxadas. Entre os itens brasileiros livres da sobretaxa estão:
- Carne bovina
- Couros e peles
- Café
- Madeira
- Petróleo e gás
- Fertilizantes
Os Estados Unidos justificam a elevação das tarifas alegando “desvantagem comercial” provocada pela concorrência de produtos fabricados com mão de obra explorada. O novo percentual entra em vigor imediatamente.
Com informações de Gazeta do Povo