A psicóloga Marisa Lobo (União Brasil-PR), pré-candidata a deputada federal, publicou nesta semana um artigo em que rebate declarações recentes da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) sobre a direita brasileira.
Damares afirmou que “a direita é um exército que deixa seus soldados para trás”. Em resposta, Marisa contestou a frase e acusou a parlamentar de ter agido da mesma forma enquanto chefiava o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (2019-2022).
De acordo com a psicóloga, durante a gestão de Damares foram afastados nomes considerados próximos ao campo conservador, entre eles o pastor Washington de Sá, ligado à Lagoinha Global, e a jornalista Sandra Terena. Segundo Marisa, esses espaços teriam sido ocupados por pessoas com posicionamentos mais alinhados ao progressismo.
No artigo, a pré-candidata também criticou a atuação de Damares no Senado, argumentando que divergências internas deveriam ser tratadas de forma reservada para não favorecer adversários políticos. Para ela, críticas públicas entre conservadores prejudicam a articulação do bloco em um momento que considera decisivo.
Marisa Lobo defendeu o direito de apoiadores expressarem opiniões divergentes sem que isso seja classificado como ataque ao movimento de direita. A psicóloga ainda afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro continua sendo “o principal nome do bolsonarismo” e que as declarações de Damares enfraquecem esse grupo.
A autora declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato à Presidência da República e pediu que lideranças conservadoras concentrem esforços na campanha do parlamentar, deixando eventuais discordâncias para depois.
Ao final do texto, Marisa advertiu que uma derrota eleitoral da direita poderia ser atribuída, em parte, à postura adotada por Damares durante o período pré-eleitoral e afirmou que a senadora deverá ser cobrada pelos eleitores do movimento.
Com informações de GospelMais