Brasília – O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou neste sábado, 18 de julho de 2026, que não irá “abaixar a cabeça para tirano nenhum”. A fala ocorreu em Vila Velha (ES), durante o lançamento da pré-candidatura de Maguinha Malta (PL) ao Senado, um dia depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), endurecer as restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado.
Críticas ao ministro e acusações de concentração de poder
Em discurso para apoiadores, Flávio acusou Moraes de acumular poderes de forma indevida. “Quando um tirano vai se autoconcedendo poder, não há nada que faça ele devolver esse poder ao povo, a não ser quando todos voltarem a cumprir a Constituição”, declarou.
Novas limitações a Jair Bolsonaro
Na sexta-feira, 17, Moraes determinou a suspensão, por 30 dias, de qualquer visita ao ex-presidente, exceto por médicos, fisioterapeutas e advogados. O ministro também proibiu encontros de caráter político-eleitoral até o fim das eleições de 2026 e vetou a divulgação de manifestações políticas, inclusive por terceiros.
Para Flávio, permanece válida a decisão anterior que o impede de visitar o pai por 90 dias. A medida foi mantida depois que o senador divulgou, em 11 de julho, carta escrita por Jair Bolsonaro em apoio à sua pré-candidatura.
Promessa de anistia e autonomia à PF
Flávio reiterou compromisso de anistiar os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, caso seja eleito. “Tem pessoas aqui que serão anistiadas e subirão a rampa comigo”, afirmou. O parlamentar também prometeu conceder “autonomia” à Polícia Federal a partir de 2027, declarando que agentes voltarão a “ir atrás de bandido de verdade”.
Alfinetadas sobre suposta vantagem financeira
Sem apresentar provas, o senador questionou a ausência de investigações sobre o ministro. “Por que a esposa dele recebe R$ 129 milhões? Para fingir que está advogando e ele faz advocacia administrativa. Por que ele está acima da lei?”, indagou.
Flávio assegurou que, caso chegue ao Planalto, não buscará vingança pessoal. “Eu não estou buscando vingança de nada. Peço a Deus que possa resgatar aquela alma”, disse, reforçando, entretanto, as críticas ao magistrado.
O evento em Vila Velha reuniu dirigentes do PL e apoiadores locais, dando sequência à agenda de pré-campanha do senador pelo país.
Com informações de Gazeta do Povo