A sessão da Câmara dos Deputados desta terça-feira (14) foi marcada por um forte embate verbal envolvendo a deputada Júlia Zanatta (PL-SC) e parlamentares do Partido dos Trabalhadores. O clima ficou tenso durante a discussão do projeto que trata do combate à misoginia.
O atrito começou após discurso do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que criticou a primeira-dama Janja e a relatora do texto, Tabata Amaral (PSB-SP). Em seguida, a deputada Jack Rocha (PT-ES) solicitou a retirada das falas de Nikolas das notas taquigráficas, alegando conteúdo ofensivo.
Zanatta contestou o pedido, afirmou que não havia irregularidades no pronunciamento de Nikolas e acusou Jack Rocha de tentar promover censura. Para a parlamentar do PL, o episódio ilustraria os riscos à liberdade de expressão caso o projeto fosse aprovado.
Durante sua intervenção, Zanatta também cobrou o cumprimento do regimento interno da Casa, dizendo que colegas exibiam cartazes na tribuna em desacordo com as normas. A deputada voltou a insistir na aplicação das regras ao dirigir-se ao deputado Hildo Rocha (MDB-MA), que presidia os trabalhos no momento. “Eu só estou tentando fazer cumprir a normativa desta Casa. Se o senhor não quiser cumprir como presidente, essa sessão deveria acabar”, declarou.
O bate-boca estendeu-se a outras parlamentares petistas, incluindo Maria do Rosário (PT-RS), e levou a interrupções sucessivas no plenário. Apesar da tensão, a sessão prosseguiu com a apreciação do texto que define medidas de enfrentamento à misoginia.
A troca de acusações evidenciou a divisão entre base governista e oposição quanto aos limites do debate e à liberdade de expressão dentro do plenário.
Com informações de Direita Online