Brasília — A administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou 48% de aprovação e 47% de desaprovação, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15). É a primeira vez, desde dezembro de 2024, que o percentual de eleitores que avaliam positivamente o governo supera, ainda que dentro da margem de erro, o dos que o reprovam.
Medidas econômicas impulsionam avaliação
De acordo com o CEO da Quaest, Felipe Nunes, a melhora gradual observada desde abril está ligada a três iniciativas recentes:
- Desenrola 2.0 — programa de renegociação de dívidas;
- Discussão do fim da escala 6×1 — proposta que pode reduzir a jornada semanal de trabalho;
- Ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda — agora para rendas de até R$ 5 mil.
Segundo o instituto, 66% dos entrevistados dizem conhecer o Desenrola 2.0 (eram 57% em maio) e 55% consideram a iniciativa positiva. O índice dos que relatam não ter dívidas subiu de 27% para 31%, enquanto a fatia dos que declaram “muitas dívidas” caiu de 28% para 21%.
Eleitores independentes equilibram cenário
Entre os eleitores independentes — segmento que representa 33% do eleitorado — a desaprovação ao governo recuou de 58% para 45%, ao passo que a aprovação avançou de 32% para 45%, estabelecendo empate.
Quarto mandato segue em disputa
Apesar da recuperação, 51% dos entrevistados afirmam que Lula não merece um novo mandato, ante 45% que defendem a reeleição. Em abril, a rejeição à candidatura à reeleição era de 59%.
Jornada de trabalho e Imposto de Renda
A proposta de extinguir a escala 6×1 recebe apoio de 69% dos participantes; metade acredita que poderá trabalhar menos caso seja aprovada. Até entre eleitores alinhados à direita e ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) o apoio ultrapassa 40%.
Já a ampliação da isenção do IR resultou em aumento significativo de renda para 24% dos entrevistados. Caiu de 50% para 39% o grupo que não percebeu diferença.
Metodologia
A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de confiança. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07181/2026.
Com informações de Gazeta do Povo