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De inelegível a isolado: a linha do tempo das sanções contra Jair Bolsonaro

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Brasília – Em três anos, as medidas impostas pela Justiça ao ex-presidente Jair Bolsonaro avançaram de restrições eleitorais para isolamento quase total. A escalada chegou ao ponto máximo em 13 de julho de 2026, quando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu por 90 dias as visitas do senador Flávio Bolsonaro, filho e advogado do ex-chefe do Executivo.

2023: início da inelegibilidade

O primeiro grande revés ocorreu em junho de 2023. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou Bolsonaro inelegível por oito anos, após concluir que ele atacou, sem apresentar provas, a confiabilidade das urnas eletrônicas durante reunião com embaixadores em 2022. Meses depois, nova decisão reforçou a punição, ao considerar ilícito o uso político das festividades do Bicentenário da Independência.

2024: restrições criminais e passaporte retido

A partir de 2024, o foco das ações deixou o campo eleitoral e ingressou na esfera criminal. Em inquérito que apura suposta tentativa de golpe de Estado, Moraes determinou a apreensão do passaporte de Bolsonaro e proibiu sua saída do país.

2025: tornozeleira eletrônica e pena de 27 anos

No ano seguinte, o ex-presidente passou a usar tornozeleira eletrônica, ficou impedido de acessar redes sociais e teve horários restritos para circular fora de casa. Em setembro de 2025, a Primeira Turma do STF o condenou a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes ligados à tentativa de golpe, pena considerada a mais severa já aplicada a um político brasileiro em caso semelhante.

Por motivos de saúde — entre eles uma pneumonia bacteriana —, Bolsonaro cumpre a pena em prisão domiciliar humanitária, sob monitoramento eletrônico e sem direito a pronunciamentos públicos.

2026: visitas suspensas e alegações de perseguição

A mais recente determinação judicial suspendeu as visitas de Flávio Bolsonaro ao pai. A decisão baseou-se na divulgação de carta manuscrita em que o ex-presidente declarou apoio à pré-candidatura do filho ao Planalto, o que, segundo o STF, burlou a proibição de manifestações públicas por meio de terceiros.

Aliados do ex-presidente classificam a medida como abuso de poder e apontam violação ao direito de convivência familiar e ao exercício da advocacia. Eles também citam casos de outros políticos presos que mantiveram contato com a imprensa e puderam disputar eleições, questionando a isonomia das decisões.

Com informações de Gazeta do Povo