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Articulista destaca poder histórico das cartas e reação política a mensagem de Bolsonaro

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Publicado em 14 de julho de 2026, o artigo “O poder das cartas”, assinado pela revisora e redatora Verônica Bareicha, resgata a trajetória das cartas como meio de comunicação e discute a repercussão da mensagem enviada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro no fim de semana.

No texto, a autora recorda que a prática epistolar atravessou séculos, originou um gênero literário próprio — o epistolar — e segue presente na Bíblia, em obras literárias clássicas e em lançamentos contemporâneos.

Entre os exemplos citados, Bareicha menciona:

  • as epístolas de Paulo, Pedro, Tiago, João e Judas, registradas no Novo Testamento;
  • romances como “Drácula”, de Bram Stoker; “A Cor Púrpura”, de Alice Walker; e “Carrie, a Estranha”, de Stephen King.

Mensagem de Bolsonaro reacende debate

A autora relata que uma “simples carta” voltou ao centro do debate nacional após ter sido escrita por Jair Bolsonaro e lida em vídeo por seu filho e advogado, o senador Flávio Bolsonaro. Segundo Bareicha, a divulgação do conteúdo gerou reações imediatas:

  • parlamentares contrários ao ex-presidente protocolaram pedidos para mantê-lo incomunicável;
  • um ministro do Supremo Tribunal Federal proibiu Flávio de manter contato com o pai após a divulgação da carta.

Paralelos com cartas enviadas a Lula

O artigo relembra que, durante a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cartas enviadas pela população foram aceitas e publicadas no livro “Cartas para Lula”, cuja primeira edição esgotou rapidamente. Na época, Lula também se comunicou por meio de correspondências lidas por advogados e aliados políticos.

Bareicha compara o episódio com a detenção de Jair Bolsonaro na Penitenciária da Papuda, em Brasília, quando correspondências encaminhadas por apoiadores teriam sido devolvidas e, atualmente, o ex-presidente estaria impedido de enviar cartas.

Convite à escrita

Encerrando o texto, a autora defende que, mesmo em tempos de internet, a escrita de cartas permanece relevante e sugere que cidadãos se dirijam por escrito a autoridades para expressar opiniões, reivindicações e questionamentos.

Verônica Bareicha atua há mais de vinte anos como revisora, redatora e ghostwriter, é pós-graduada em Mercado Editorial pela PUC-Rio, graduada em Letras pelo Unasp-EC e cursa pós-graduação em Jornalismo Digital na FAAP.

Com informações de Pleno.News