A vice-governadora da província de Mendoza, Hebe Casado, provocou um impasse diplomático ao chamar a seleção francesa de “africanos sem educação” e declarar que “não aguenta” o atacante Kylian Mbappé. A mensagem foi publicada na rede social X em 12 de julho de 2026, logo após a derrota do Paraguai para a França em jogo da Copa do Mundo.
“Muto bem, Paraguai. Este time africano sem educação. Não aguento este Mbappé”, escreveu Casado.
A postagem chegou rapidamente ao conhecimento do embaixador da França em Buenos Aires, Romain Nadal. Ele classificou a declaração como racista e informou que, até que haja retratação, a vice-governadora:
- não será recebida na embaixada ou nos consulados franceses na Argentina;
- ficará impedida de participar de quaisquer eventos oficiais organizados pela representação francesa;
- não poderá viajar para a França.
“Os jogadores da nossa seleção nasceram na França, e o pacto republicano não define cidadania pela cor da pele nem pela origem dos pais ou avós. Temos orgulho da nossa diversidade e não toleramos tentativas de desqualificar a nacionalidade deles”, afirmou Nadal, em declaração ao portal Infobae reproduzida pela agência EFE.
Ligada à aliança La Libertad Avanza, do presidente argentino Javier Milei, Hebe Casado se recusou a voltar atrás. “Fazem um drama de tudo… Se alguém considera meu comentário racista, é porque enxerga os africanos como inferiores”, disse.
Reações no entorno
A polêmica soma-se ao episódio envolvendo a senadora paraguaia Celeste Amarilla, que chamou Mbappé de “camarês colonizado” e usou outras ofensas racistas. O atacante respondeu chamando a parlamentar de “desprezível”.
Com o impasse, a França mantém o veto a Hebe Casado enquanto a dirigente não apresentar desculpas formais.
Com informações de Gazeta do Povo