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Novo líder iraniano promete retaliação “em breve” contra Trump e Israel

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O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, declarou neste sábado, 11 de julho de 2026, que o regime islâmico vai executar em breve sua vingança contra Estados Unidos e Israel pela morte de seu pai e antecessor, Ali Khamenei, ocorrida em 28 de fevereiro, no primeiro dia da atual guerra envolvendo os três países.

Em comunicado distribuído pela agência estatal Fars, Mojtaba afirmou que “a vingança é uma exigência da nossa nação e certamente será concretizada”. O texto vem sendo interpretado como um recado direto ao presidente norte-americano Donald Trump. Nesta semana, o Wall Street Journal noticiou que Israel repassou a Washington informações sobre planos iranianos para assassinar o líder republicano.

“Prometemos que nos vingaremos pelo seu sangue puro e pelo sangue de todos os mártires destas duas guerras, punindo os assassinos criminosos e ignóbeis”, escreveu Mojtaba, dirigindo-se ao pai. Ele acrescentou que os responsáveis, “cujos nomes do mais alto ao mais baixo escalão estão documentados”, não desfrutarão de “uma morte tranquila, na velhice e em seus leitos”.

Trump reagiu em duas oportunidades. Na última sexta-feira (10), disse ao New York Post que deixou ordens para que, caso seja atacado, os EUA “bombardeiem o Irã em níveis nunca vistos”. Horas depois, na rede Truth Social, declarou que “mil mísseis estão prontos para o disparo” contra a República Islâmica, com “milhares de outros a seguirem imediatamente” se Teerã tentar matá-lo.

Autoridades americanas já haviam identificado em 2024 esquemas iranianos para eliminar Trump, em retaliação pela morte do general Qassem Soleimani em 2020, durante o primeiro mandato do republicano.

A menção de Mojtaba ocorre na mesma semana em que Trump encerrou o cessar-fogo firmado em fevereiro, reacendendo o conflito que sucedeu à “Guerra dos 12 Dias” de junho do ano passado.

Desde que assumiu o cargo máximo do regime, Mojtaba Khamenei não apareceu em público nem divulgou vídeos, limitando-se a mensagens escritas. A ausência alimenta rumores de que ele teria sido ferido ou até morto nos combates. O líder tampouco compareceu ao funeral do pai, realizado entre 3 e 9 de julho no Irã e no Iraque.

As tensões continuam elevadas, com Washington, Teerã e Tel Aviv trocando acusações em meio à possibilidade de novos ataques.

Com informações de Gazeta do Povo