Brasília — O publicitário Duda Lima, responsável pelo marketing do Partido Liberal (PL), afirmou nesta sexta-feira (22) acreditar que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve voltar a crescer nas próximas pesquisas de intenção de voto para a Presidência de 2026.
Durante participação no 5º Fórum Esfera, realizado no Guarujá (SP), Lima disse que o impacto negativo provocado pela divulgação de diálogos entre o parlamentar e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, tende a se dissipar nas próximas semanas, desde que não surjam novos desdobramentos sobre o episódio.
“Estrago maior já passou”, diz marqueteiro
Segundo o estrategista, as perdas de Flávio se concentraram nos últimos dias. “Daqui para frente, ele volta a subir, começa a se recuperar. A eleição será muito parelha”, declarou. Para Lima, crises pontuais costumam ser diluídas quando outros assuntos passam a dominar o debate público, como economia, segurança e avaliação do governo Lula.
Pesquisas recentes apontam recuo do senador
Duas sondagens divulgadas nesta semana mostraram queda do pré-candidato do PL:
• AtlasIntel/Bloomberg — Lula aparece com 48,9% contra 41,8% de Flávio no segundo turno. A pesquisa, com 5.032 entrevistados, foi registrada no TSE sob o número BR-09841/2026.
• Datafolha — O presidente tem 47% e o senador, 43% em cenário de segundo turno, resultado dentro da margem de erro de dois pontos. O levantamento ouviu 2.004 pessoas e está registrado no TSE sob o número BR-04172/2026.
Documentos completos sobre caso Master
Lima defendeu a divulgação integral dos documentos relativos às investigações envolvendo o Banco Master. Para ele, a exposição fragmentada de trechos amplia danos momentâneos e impede avaliação adequada do eleitorado.
Trajetória do estrategista
Duda Lima ganhou projeção nacional ao comandar a campanha de Ricardo Nunes (MDB) à Prefeitura de São Paulo e coordenou o marketing de Jair Bolsonaro (PL) na disputa presidencial de 2022.
O fórum no litoral paulista reuniu autoridades, empresários e políticos para discutir o cenário eleitoral e a economia do país.
Com informações de Gazeta do Povo