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Volkswagen vai eliminar metade de sua linha de veículos e reduzir capacidade global

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A Volkswagen anunciou nesta quinta-feira (9) que pretende cortar até 50% de seus modelos e reduzir a capacidade instalada de 12 milhões para 9 milhões de veículos por ano. A decisão foi tomada durante reunião do conselho de supervisão e da diretoria na sede da companhia, em Wolfsburg, Alemanha.

Segundo a montadora, o enxugamento do portfólio visa concentrar investimentos nos segmentos considerados mais atrativos, num momento de forte concorrência de fabricantes chineses e de elevação de tarifas comerciais em importantes mercados.

Plano de eficiência

O grupo apresentou um pacote de 12 iniciativas para acelerar a transformação do negócio. Entre as medidas está a diminuição da complexidade da oferta de modelos em até 75%. “Com nosso plano de futuro, tornaremos o grupo Volkswagen mais rápido, resiliente e competitivo”, afirmou o CEO Oliver Blume.

Empregos sob observação

Até agora, a empresa havia divulgado a intenção de eliminar 50 mil postos de trabalho na Alemanha até 2030, mantendo um acordo de estabilidade com o sindicato de metalúrgicos local até o fim da década. Rumores divulgados pela revista Manager Magazin, no entanto, indicam que os cortes globais poderiam chegar a 100 mil vagas, o dobro do previsto inicialmente.

Quatro fábricas alemãs estariam em risco de fechamento: as unidades da Volkswagen em Hannover, Emden e Zwickau, além da planta da Audi em Neckarsulm. A companhia não detalhou, entretanto, possíveis demissões ou encerramentos de operações.

Cenário internacional

Além da disputa com marcas chinesas, a Volkswagen enfrenta barreiras tarifárias que dificultam as vendas nos Estados Unidos. A montadora controla ainda as marcas Audi, Porsche, Skoda e Seat/Cupra e afirma que as novas medidas reforçarão a posição da Alemanha como polo industrial.

As iniciativas, conforme o grupo, buscam garantir “resiliência” em um período de mudanças profundas na indústria automotiva, marcado por pressões de custos e tensões geopolíticas.

Com informações de Gazeta do Povo