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Justiça transfere ex-banqueiro Daniel Vorcaro para batalhão da PM por risco de “queima de arquivo”

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Brasília – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça autorizou, em junho de 2026, a remoção do ex-banqueiro Daniel Vorcaro da carceragem da Polícia Federal (PF) para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. A medida foi tomada diante do temor de atentados ou de suicídio do investigado, o que levantou o alerta para possível “queima de arquivo”.

Quem é o investigado

Vorcaro, detido preventivamente desde março de 2026, é apontado como líder de uma estrutura paralela de espionagem e intimidação dentro da Operação Compliance Zero. A apuração indica que ele teria cooptado agentes públicos, mantido uma milícia privada para proteger interesses próprios e organizado ataques contra opositores.

Razões para a transferência

A Justiça considerou que a carceragem da PF não oferece condições para custódias prolongadas de presos sob alto risco. Em presídios comuns, avaliou-se que o ex-banqueiro poderia sofrer violência ou utilizar meios informais para destruir provas e orientar cúmplices que permanecem em liberdade. No batalhão da PM, o controle de acesso é mais rígido e o monitoramento, permanente.

O que significa “queima de arquivo”

No meio policial, a expressão se refere à eliminação de alguém que detém informações comprometedoras. Como apenas 15 % das frentes de investigação da Compliance Zero foram concluídas, há receio de que pessoas interessadas no silêncio de Vorcaro tentem impedir eventuais revelações.

Precedente que intensificou o alerta

O cuidado das autoridades aumentou após a morte de um homem conhecido como Sicário, apontado como braço direito de Vorcaro. Ele tentou contra a própria vida dentro de uma carceragem da PF em Minas Gerais e não resistiu, fato que expôs fragilidades na segurança dos investigados.

Delação premiada rejeitada

Duas propostas de acordo de colaboração apresentadas por Vorcaro foram recusadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. Segundo as instituições, o suspeito não trouxe fatos novos, limitando-se a confirmar informações já obtidas em perícias de celulares e documentos apreendidos. Sem o benefício, sua situação processual — e também sua segurança — ficou ainda mais delicada.

Ainda não há data definida para desdobramentos processuais ou novas tentativas de colaboração do ex-banqueiro.

Com informações de Gazeta do Povo