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Bolívia fecha parceria com Petrobras para reestruturar a estatal YPFB

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La Paz — O governo da Bolívia anunciou nesta quinta-feira (9.jul.2026) que a Petrobras participará do processo de reestruturação da Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), com o objetivo de transformar a companhia em uma empresa “eficiente”.

A decisão foi acertada em reunião realizada na véspera, no Rio de Janeiro, entre o ministro boliviano de Hidrocarbonetos e Energia, Marcelo Blanco, e a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

Grupos técnicos começam a trabalhar na próxima semana

Segundo Blanco, o encontro resultou na criação de grupos de trabalho que começarão a atuar já na próxima semana. As equipes vão avaliar o retorno da petrolífera brasileira a toda a cadeia de valor dos hidrocarbonetos no país vizinho.

“A Petrobras está disposta a colaborar conosco em todas as áreas, colocando à disposição sua experiência em situações de crise semelhantes”, afirmou o ministro, que se disse “muito satisfeito” com o desfecho da negociação.

Retomada da produção e exportações

O plano inclui a retomada de investimentos da estatal brasileira na produção de gás natural boliviano e o incremento das exportações do combustível para o Brasil. As tratativas iniciaram em janeiro, durante visita oficial do presidente boliviano Rodrigo Paz a Brasília.

No auge, a Petrobras respondeu por 60% da produção de gás na Bolívia; hoje, detém cerca de 25%. A queda de produção provocou recuo nas vendas externas e, em setembro de 2024, o envio de gás ao mercado argentino foi interrompido.

Crise de abastecimento pressiona governo

Após o fim dos subsídios aos combustíveis, em dezembro passado, a YPFB distribuiu gasolina de qualidade inferior, gerando protestos e levando o governo a criar um sistema de indenização por danos a veículos. Problemas de abastecimento voltaram a aparecer nas últimas semanas, atribuídos a bloqueios de estradas entre maio e junho.

Entre novembro e abril, a estatal trocou de presidente três vezes. A atual administração promete tornar a empresa eficiente após dois períodos de controle político sob Evo Morales (2006-2019) e Luis Arce (2020-2025).

Procurada, a Petrobras não se manifestou até a publicação desta reportagem.

Com informações de Gazeta do Povo