Brasília – A Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta quinta-feira (9) a Operação Monã para investigar um esquema de fraudes na concessão de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na Bahia.
Ao todo, 11 mandados de busca e apreensão são cumpridos nas cidades de Eunápolis e Porto Seguro. Os alvos são suspeitos de emitir declarações falsas de pertencimento a comunidades indígenas a fim de liberar aposentadoria rural, salário-maternidade e outros auxílios previdenciários.
Bloqueio de valores e afastamento de servidores
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 1,5 milhão em contas dos investigados e o afastamento cautelar de dois servidores públicos que teriam facilitado o esquema. A PF calcula que o grupo possa ter desviado mais de R$ 100 milhões dos cofres públicos.
Estrutura do esquema
Além da obtenção ilícita dos benefícios, os investigados também teriam contratado empréstimos consignados vinculados às aposentadorias fraudadas, ampliando o prejuízo ao erário e aos próprios segurados.
Alvos em região indígena
Eunápolis e Porto Seguro concentram cerca de 23 mil indígenas das etnias Pataxó, Tupinambá e outras. Segundo os investigadores, o grupo se aproveitava dessa realidade para forjar a documentação necessária e burlar o sistema previdenciário.
Crimes investigados
Os envolvidos poderão responder por associação criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e corrupção passiva.
Fraudes recorrentes
A nova ação soma-se a outras operações recentes da PF voltadas ao combate a fraudes bilionárias no INSS. Em 2025, a Operação Sem Desconto revelou o desvio de R$ 6,3 bilhões por meio de descontos associativos irregulares que atingiram cerca de seis milhões de aposentados e pensionistas.
Com informações de Gazeta do Povo