O programa Última Análise, exibido na noite de segunda-feira (6), discutiu o gesto considerado obsceno feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante recente cerimônia no Palácio do Planalto. Na ocasião, Lula ergueu o dedo médio ao defender que as “classes mais baixas” também desejam produtos e serviços de qualidade.
A advogada Fabiana Barroso classificou a atitude como “desrespeitosa com os mais pobres”, argumentando que “até quem não teve acesso à educação formal entende princípios de respeito”.
O colunista Luís Ernesto Lacombe relacionou o episódio a um ataque ao empresariado brasileiro. Segundo ele, a retórica do “nós contra eles” afeta o mercado de trabalho e coincide com o aumento de pedidos de recuperação judicial durante o atual governo.
Alcance das investigações e a Polícia Federal
O mesmo programa abordou ainda a preocupação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça com possíveis interferências na Polícia Federal (PF), no momento em que investigações sobre fraudes milionárias no INSS e o escândalo do Banco Master se aproximam de Fábio Luís, o “Lulinha”.
De acordo com o jurista Enio Viterbo, Mendonça determinou que informações dos inquéritos não sejam compartilhadas com a cúpula da PF, indicando preocupação com a influência do diretor-geral Andrei Rodrigues.
Lacombe lembrou ainda que, recentemente, Lula atuou para evitar que os Estados Unidos classificassem o Primeiro Comando da Capital (PCC) como grupo terrorista, o que, na avaliação do comentarista, reforça dúvidas sobre o compromisso do governo no combate ao crime organizado.
Com informações de Gazeta do Povo