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Intervenção de Trump garante liberdade a fundador da Igreja Zion na China

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O pastor chinês Ezra Jin Mingri, fundador da Igreja Zion, foi libertado pelo regime de Pequim após passar quase nove meses preso. A saída da cadeia ocorreu depois de um acordo diplomático considerado “extraordinário” por organizações de defesa da liberdade religiosa e que contou com negociações diretas entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês Xi Jinping.

Segundo a ONG ChinaAid, que monitora casos de perseguição religiosa no país asiático, Jin desembarcou em segurança em Los Angeles no último 4 de julho, data do Dia da Independência dos EUA. A libertação foi tratada pelos dois governos como um “gesto de boa vontade”.

Operação policial e acusações

O pastor havia sido detido em outubro de 2025 durante uma megaoperação que levou mais de 30 líderes religiosos à prisão. As autoridades o acusaram de “uso ilegal de redes de informação”, crime que pode resultar em até sete anos de reclusão. Ele foi levado de sua residência na cidade de Beihai, no sul da China.

Apelo por outros presos de consciência

Em nota, o fundador da ChinaAid, Bob Fu, comemorou a libertação, mas lembrou que “inúmeros pastores, padres, bispos, muçulmanos uigures, budistas tibetanos, praticantes do Falun Gong e outros prisioneiros de consciência” permanecem encarcerados. Fu pediu que a administração Trump mantenha a liberdade religiosa como prioridade nas relações com Pequim.

A Igreja Zion

Criada em 2007, a Igreja Zion reúne cerca de 5 mil fiéis em 40 cidades chinesas. Em 2018, o governo fechou a sede física da congregação, que passou a realizar cultos on-line. O grupo se recusa a aderir ao Movimento Patriótico das Três Autonomias (TSPM), órgão estatal responsável por supervisionar as igrejas protestantes autorizadas pelo Partido Comunista Chinês.

Com informações de Gazeta do Povo