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Aliança Evangélica Europeia reage e diz que “evangélico” é questão de fé, não de alinhamento à direita

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Bruxelas, Bélgica – A Aliança Evangélica Europeia (AEE) divulgou uma nota pública para contestar a associação do termo “evangélico” a movimentos de direita e ao nacionalismo cristão no continente.

De acordo com o documento, a ideia de que os evangélicos formam um bloco político conservador ganhou força por influência dos Estados Unidos, onde pesquisas apontam que cerca de 75% dos evangélicos brancos votam no Partido Republicano em eleições presidenciais. A entidade ressalta, porém, que essa realidade não se replica na Europa.

Nos últimos anos, ‘evangélico’ passou a ser vinculado, no debate público, à extrema direita, muitas vezes por dinâmicas que vêm de fora da Europa”, afirma o texto. A AEE cita ainda que cobertura da mídia norte-americana, uso do rótulo em campanhas políticas e discursos nacionalistas contribuíram para a confusão.

Fé acima de ideologia

A organização esclarece que o termo refere-se primeiramente à fé cristã baseada no Evangelho. “Estamos unidos pelo chamado a amar a Deus e ao próximo”, diz a nota, destacando o compromisso com os ensinamentos de Jesus e a diversidade étnica e cultural do movimento.

A AEE reforça ser “estritamente apartidária” e reitera que a comunidade evangélica europeia é plural, multirracial e global.

Nacionalismo cristão em debate

O documento aborda o uso do conceito de nacionalismo cristão. Segundo a Aliança, expressar amor ao país e levar valores cristãos ao espaço público é legítimo, mas torna-se problemático quando se traduz em “dominação, coerção, intolerância ou exclusão”. Nesses casos, “a grande maioria dos evangélicos na Europa rejeita” tal postura.

Por fim, a entidade conclama igrejas e fiéis a permanecerem em oração e a servir suas comunidades, reiterando que o centro da identidade evangélica é a mensagem de Jesus, e não um alinhamento político específico.

Com informações de Folha Gospel