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Flávio Bolsonaro pede à Casa Branca suspensão de tarifas e defende Pix como “infraestrutura soberana”

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Brasília, 3 de julho de 2026 – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) encaminhou manifestação ao governo dos Estados Unidos solicitando a suspensão das tarifas anunciadas contra produtos brasileiros. No documento, entregue durante visita à Casa Branca, o parlamentar sustenta que a sobretaxa beneficiaria politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e comprometeria o comércio bilateral.

Argumento contra as tarifas

Segundo Flávio Bolsonaro, a aplicação de impostos extras “fortaleceria o discurso de soberania” do governo Lula, que poderia usar a medida para mobilizar apoio interno. O senador recomenda que Washington concentre eventuais sanções em autoridades envolvidas em “decisões judiciais controversas”, evitando impactos diretos sobre a economia brasileira. Ele também lembra que os Estados Unidos exportam mais para o Brasil do que importam, ressaltando que a balança comercial já favorece o lado norte-americano.

Pix no centro do debate

Empresas de cartões de crédito dos EUA classificam o Pix como concorrência desleal por ser gratuito e administrado pelo Banco Central. Flávio rebate o argumento e descreve o sistema de pagamentos instantâneos como “infraestrutura soberana”, comparável ao FedNow norte-americano. O senador afirma que a ferramenta dá autonomia aos empreendedores brasileiros e garante que não será empregada em acordos financeiros fora do bloco ocidental.

Críticas ao Mercosul e defesa de acordo direto com os EUA

Inspirado no presidente argentino Javier Milei, o parlamentar considera o Mercosul um obstáculo para tratativas bilaterais mais amplas. Ele defende que o Brasil negocie taxas de forma individual, sem depender do aval dos demais membros do bloco sul-americano, em busca de um pacto de livre-comércio com os Estados Unidos.

Liberdade de expressão e Big Techs

Flávio Bolsonaro também menciona decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e decretos federais que, segundo ele, impuseram restrições às plataformas digitais. Para o senador, as eleições legislativas de outubro poderão “restaurar as proteções legais” das empresas de tecnologia e reverter normas que qualificou como censura.

Combate à corrupção

No texto enviado a Washington, o congressista reconhece problemas históricos de corrupção, mas atribui os grandes esquemas ao período de governos do Partido dos Trabalhadores (PT). Ele defende o fortalecimento da independência do Ministério Público e o endurecimento das leis de lavagem de dinheiro como soluções internas, rechaçando a ideia de tarifa como instrumento de pressão.

O posicionamento reforça a estratégia do senador, pré-candidato à Presidência em 2026, de se aproximar de Washington e diferenciar-se do Planalto na condução da política comercial e digital.

Com informações de Gazeta do Povo