O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou nesta quinta-feira (2.jul.2026) o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de agir como “traidor da pátria” ao solicitar aos Estados Unidos o adiamento, por 180 dias, de novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
Em publicação na rede X, Lula afirmou que “pedir que o tarifaço contra o nosso país seja adiado para depois das eleições é mais uma atitude de traidores da pátria. Nunca houve e não há qualquer justificativa para tarifaço agora ou depois”.
Documento de 86 páginas enviado ao USTR
Flávio Bolsonaro encaminhou um memorial de 86 páginas ao United States Trade Representative (USTR) defendendo o adiamento das tarifas previstas no âmbito da investigação da seção 301, que apura supostos prejuízos provocados por práticas comerciais brasileiras.
No texto, o senador argumenta que sanções adotadas anteriormente não alteraram a postura do governo brasileiro e acabaram usadas pelo Palácio do Planalto como bandeira de defesa da soberania. Ele sustenta que a entrada em vigor das novas tarifas antes do pleito presidencial poderia “fortalecer politicamente” Lula.
Reação do Palácio do Planalto
Lula classificou a iniciativa como “subserviente” e disse que o Brasil “negocia de igual para igual com qualquer país”. O presidente não mencionou os fundamentos da investigação conduzida por Washington.
O vice-líder do governo na Câmara, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), reforçou as críticas. Segundo ele, o documento de Flávio “não defende o Brasil”, mas apenas busca adiar o impacto eleitoral de uma “agressão contra a economia brasileira”.
As tarifas de 25% ainda dependem de decisão final do governo norte-americano e, caso sejam confirmadas, valerão para uma série de produtos exportados pelo Brasil.
Com informações de Gazeta do Povo