A Suprema Corte da Argentina confirmou nesta quinta-feira, 2 de julho de 2026, a ordem de confisco de bens da ex-presidente Cristina Fernández de Kirchner e dos demais condenados no caso Vialidad, elevando o valor bloqueado para US$ 685 bilhões.
O tribunal rejeitou recursos que pediam a anulação da decisão e a suspensão das apreensões já iniciadas pelo Tribunal Federal de Justiça nº 2. Com a medida, permanecem congelados 111 imóveis ligados aos réus.
Esquema de obras em Santa Cruz
O caso Vialidad envolve 51 projetos de construção de estradas executados entre 2003 e 2015 na província de Santa Cruz. Segundo o processo, os contratos foram sistematicamente direcionados ao Grupo Austral, pertencente ao empresário Lázaro Báez, também condenado.
Cristina Kirchner foi considerada culpada de administração fraudulenta contra a administração pública e cumpre pena de seis anos em prisão domiciliar desde 2025.
Com a decisão desta quinta-feira, a corte superior mantém inalterado o entendimento de instâncias inferiores e consolida o confisco como parte da execução da sentença.
Com informações de Gazeta do Povo