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EUA bloqueiam bens de brasileiros e empresas acusados de ligação com o PCC

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O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos impôs nesta quarta-feira, 1.º de julho de 2026, sanções a dois cidadãos brasileiros, três empresas com sede no Brasil e uma companhia portuguesa por supostos vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC), apontado por Washington como a maior facção criminosa da América Latina.

Segundo o Tesouro, o PCC “representa ameaça significativa à segurança nacional dos EUA”, atuando sobretudo na Flórida na lavagem de recursos do narcotráfico e estimulando um “ciclo de criminalidade” no país. A organização também estaria expandindo o tráfico de drogas em território norte-americano, movimentando grandes quantias em dinheiro para cartéis e praticando outras atividades ilícitas para gerar receita, informou o governo.

Os alvos individuais das sanções são Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. Todos os bens e interesses desses dois brasileiros — e das quatro empresas listadas — que estejam nos Estados Unidos ou sob controle de pessoas sujeitas às leis norte-americanas foram bloqueados. Instituições financeiras e demais entidades no país deverão comunicar o Tesouro sobre eventuais ativos relacionados.

Primeira medida após rotular facções brasileiras como terroristas

Esta é a primeira ação de Washington desde que, em junho, grupos criminosos sediados no Brasil passaram a ser classificados como organizações terroristas pelos EUA. “Não podemos permitir que o crime organizado do Hemisfério Ocidental estabeleça operações em solo americano”, declarou o subsecretário para Terrorismo e Inteligência Financeira, Gene Lange.

O governo do presidente Donald Trump sustenta que o PCC se transformou na maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental e já mantém presença significativa em países como Reino Unido, Turquia e Japão.

Operações anteriores

Antes das sanções desta quarta-feira, autoridades norte-americanas haviam desmontado, em janeiro, uma célula de lavagem de dinheiro ligada ao PCC que operava entre a Flórida e São Paulo. Na ocasião, seis integrantes foram presos pelo FBI e denunciados no Tribunal Distrital do Sul da Flórida. Também recentemente, o Departamento de Segurança Interna (DHS) prendeu na Carolina do Norte um ex-dirigente do PCC e outro do Comando Vermelho (CV).

Com as novas restrições, a gestão Trump reforça o recado de que não haverá trégua para o crime organizado de origem brasileira que, segundo os EUA, tenta fincar raízes em seu território.

Com informações de Gazeta do Povo

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