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Fila de benefícios do INSS recua para 1,83 milhão e atinge menor nível em quase dois anos

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Brasília — O estoque de pedidos de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) caiu para 1,831 milhão em junho de 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério da Previdência nesta terça-feira (30). É a primeira vez, em quase dois anos, que a fila fica abaixo da marca de 2 milhões.

O volume atual representa redução de aproximadamente 22% na comparação com abril, quando mais de 2,3 milhões de requerimentos aguardavam análise. O recuo ocorre após o pico registrado em fevereiro, quando a fila chegou a 3,128 milhões de processos pendentes.

Meta do Planalto

Eliminar a fila é compromisso assumido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desde o início do terceiro mandato. A demora levou, recentemente, à saída do então presidente do INSS, Gilberto Waller Junior, substituído por Ana Cristina Viana Silveira. “Até o mês de setembro, ela vai zerar a famosa fila do INSS”, afirmou Lula em meados de junho.

O governo mantém a meta de encerrar, até setembro, os pedidos que aguardam há mais de 45 dias. Em junho, 555 mil processos – dos 1,831 milhão – ultrapassavam esse prazo.

Fila ainda maior que em 2023

Mesmo com a queda, o número de solicitações segue superior ao de 2023. Desde janeiro daquele ano, o estoque subiu cerca de 740 mil pedidos, alta de 68%.

Medidas adotadas

Segundo o Ministério da Previdência, a redução é resultado de:

  • nomeação de cerca de 300 analistas do seguro social;
  • realização de mutirões de análise;
  • ampliação das vagas para avaliação social;
  • criação de grupos de trabalho;
  • fortalecimento do Programa de Gerenciamento de Benefícios;
  • priorização de pedidos de salário-maternidade.

O ministro Wolney Queiroz afirmou que essas ações já começam a produzir efeito concreto na redução do estoque.

Principais entraves

De acordo com a pasta, a demora na conclusão dos processos resulta, principalmente, do aumento de solicitações de aposentadorias, pensões, auxílios e do Benefício de Prestação Continuada (BPC); da necessidade de perícias médicas e avaliações sociais; da falta de servidores e peritos; e da complexidade na conferência da documentação. Em parte dos casos, a análise depende do envio de informações complementares pelos próprios segurados.

Com informações de Gazeta do Povo