Home / Política / Moraes expressa preocupação com saúde de Bolsonaro durante reunião sobre extensão da prisão domiciliar

Moraes expressa preocupação com saúde de Bolsonaro durante reunião sobre extensão da prisão domiciliar

ocrente 1782915595
Spread the love

O advogado Paulo Cunha Bueno, integrante da equipe de defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou que o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes demonstrou apreensão com o estado de saúde do cliente durante encontro realizado na terça-feira, 30 de junho. A reunião, no STF, tratou do pedido de prorrogação da prisão domiciliar humanitária, cujo prazo de 90 dias expirou na semana anterior.

De acordo com Bueno, a conversa concentrou-se em dois pontos: a condição clínica de Bolsonaro e a pistola registrada em nome do ex-presidente, apreendida em meados de junho numa abordagem policial em Brasília. O armamento estava com um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que, segundo a defesa, levava a arma para conserto.

“O ministro relator, com urbanidade, ouviu atentamente os argumentos relativos à situação médica e à questão da arma, deixando assente sua preocupação com a saúde e os cuidados dispensados”, declarou o advogado em nota. Ele acrescentou que os elementos apresentados são suficientes para manter o regime domiciliar “pelos requisitos de caráter humanitário”.

Contexto da prisão domiciliar

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o fim de março, após permanecer mais de uma semana internado em um hospital de Brasília para tratar de pneumonia bacteriana bilateral. A infecção foi contraída no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, onde o ex-presidente cumpria pena por tentativa de golpe de Estado depois das eleições de 2022.

Quanto à pistola, a defesa sustenta que não houve ordem judicial de apreensão nem comunicação de eventual cancelamento do registro, motivo pelo qual a posse na residência seria legítima.

Possível falta grave

No dia 24 de junho, Moraes ressaltou que a Lei de Execução Penal enquadra como falta grave a posse indevida de instrumento capaz de causar lesão, o que pode levar à revogação da prisão domiciliar. A Procuradoria-Geral da República (PGR), porém, avaliou que ainda não há elementos suficientes para caracterizar a infração e defendeu que qualquer decisão seja tomada apenas após a conclusão das investigações sobre a apreensão da arma.

Não há prazo definido para que Moraes decida sobre o pedido de prorrogação.

Com informações de Gazeta do Povo