Washington (EUA) – O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (30) a prisão de Catherine Beth Washburn, 37 anos, moradora de Irondequoit, no estado de Nova York, sob acusação de fornecer apoio material à Jihad Islâmica Palestina, organização classificada como terrorista por Washington.
De acordo com a denúncia, Washburn teria realizado cerca de 80 transferências em criptomoedas, somando o equivalente a US$ 30.116, para uma conta controlada por um indivíduo que se apresentava como “combatente” do grupo na Faixa de Gaza. As transações ocorreram entre 2024 e 2025, segundo registros analisados pelo governo.
Mensagens recuperadas pelo FBI
Mandados de busca cumpridos pela Força-Tarefa Conjunta contra o Terrorismo em fevereiro e março de 2026 permitiram ao FBI recuperar conversas eletrônicas entre a suspeita e o destinatário dos recursos. Nos diálogos, Washburn manifestava apoio a ações violentas contra Israel, discutia armas e munições e declarava desejar que “todos os dias fossem 7 de outubro”, referência ao ataque do Hamas em 2023.
Em outro trecho citado na acusação, ela escreveu: “Se eu vivesse em Gaza, lutaria ao lado da resistência”. As autoridades também destacam mensagens em que a investigada afirmou “odiar judeus” e se sentir “animada” ao ver notícias sobre a morte de soldados israelenses.
Vínculo com grupo ativista
Segundo o Departamento de Justiça, Washburn é apontada como uma das líderes do Direct Action Movement for Palestinian Liberation (DAMPL), coletivo criado após 7 de outubro de 2023 que rejeita protestos pacíficos e defende sabotagens e destruição de propriedades em apoio à causa palestina.
Punição prevista
A acusação de fornecer apoio material a organização terrorista estrangeira prevê pena máxima de 20 anos de prisão e multa de até US$ 250 mil. “Pessoas que ajudam grupos terroristas serão processadas com todo o rigor da lei”, declarou John A. Eisenberg, procurador-assistente de Segurança Nacional. O procurador federal Michael DiGiacomo, do Distrito Oeste de Nova York, afirmou que a detida possui “ódio declarado” a Israel e ao povo judeu.
Coult Markovsky, diretor-assistente interino da Divisão de Contraterrorismo do FBI, acrescentou que a agência continuará a cortar fontes de financiamento de organizações extremistas dentro dos Estados Unidos.
Washburn deverá ser apresentada a um tribunal federal em data ainda não divulgada.
Com informações de Gazeta do Povo