Brasília, 1º de julho de 2026 – A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo proprietário do liquidado Banco Master e alvo de inquérito por fraude financeira, mudou de estratégia após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), recusar propostas de delação premiada. Advogados agora concentram esforços em anular todo o processo.
Foco em falhas processuais
Em vez de discutir a existência ou não dos crimes, o time jurídico tenta demonstrar equívocos cometidos pela Polícia Federal e pelo Judiciário. Caso seja identificado erro grave – como prova obtida de forma irregular –, a Justiça pode invalidar parcial ou totalmente as investigações.
Principais argumentos
Os defensores apontam:
• possível violação da cadeia de custódia de celulares e computadores apreendidos;
• vazamentos de informações sigilosas;
• distribuição do caso entre ministros do STF que, segundo eles, feriria o princípio do juiz natural.
Delação descartada
As tentativas de colaboração foram rotuladas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República como “seletivas” e “superficiais”. Sem acordo, a defesa avalia que as nulidades processuais representam a rota mais viável.
Críticas internas no STF
Comentários recentes do ministro Gilmar Mendes, que comparou métodos da investigação aos da Operação Lava Jato — alvo de anulações no passado —, estimularam a nova investida dos advogados.
Situação de Vorcaro
Vorcaro deixou a Superintendência da Polícia Federal e foi transferido para a ala conhecida como “Papudinha”, no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O envio a uma cela comum é interpretado como sinal de endurecimento após o impasse nas negociações. A defesa deve protocolar os pedidos de nulidade nas próximas semanas.
Com informações de Gazeta do Povo