O governo federal encerrou maio de 2026 com déficit primário de R$ 53,3 bilhões, o pior saldo para o mês desde 2024, conforme boletim do Tesouro Nacional divulgado nesta segunda-feira (29).
A principal contribuição negativa veio da redução de R$ 6,7 bilhões nos repasses de lucros e dividendos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Pelo lado da despesa, o banco também influenciou o resultado ao gerenciar o Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), que recebeu um aporte de R$ 2 bilhões destinado a financiar micro, pequenas e médias empresas por meio do Programa Emergencial de Acesso a Crédito (Peac-FGI), criado para enfrentar os efeitos econômicos da tensão no Oriente Médio.
Os números agregam as contas do Tesouro Nacional, da Previdência Social e do Banco Central. Nos últimos 12 meses, a receita avançou R$ 10,4 bilhões, enquanto as despesas cresceram R$ 21,5 bilhões. Entre os fatores que ampliaram os gastos estão o aumento de beneficiários da Previdência e o reajuste do salário mínimo acima da inflação.
A expansão das despesas em ano eleitoral, marcada pela concessão de benefícios pelo governo Lula (PT), tem sido observada pelo Comitê de Política Monetária (Copom). O colegiado demonstra preocupação com a sustentabilidade fiscal e, por isso, mantém ritmo lento de cortes na taxa Selic, atualmente em 14,25% ao ano.
Com informações de Gazeta do Povo