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Em visita a Santa Catarina, Lula condena racismo, faz referência a Hitler e critica Jorginho Mello

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu o combate ao racismo durante discurso nesta sexta-feira (26 .jun.2026) em Itajaí (SC), cidade onde visitou embarcações da Petrobras. Diante de um público majoritariamente formado por funcionários da estatal e autoridades locais, Lula afirmou que “não se pode permitir que o racismo prevaleça” no estado e mencionou Adolf Hitler para ilustrar o perigo da supremacia racial.

“Está chegando o momento de a onça beber água. Vocês não podem permitir que prevaleça em Santa Catarina o racismo. (…) Hitler tentou fazer isso e acabou do jeito que acabou”, declarou o presidente.

Alvo das críticas

Sem citar nominalmente no primeiro momento, Lula direcionou a fala ao governador Jorginho Mello (PL-SC), ausente no evento. O chefe do Executivo federal ironizou a capacidade intelectual do governador, dizendo: “Qual é o tamanho da cabeça deste cidadão, qual a qualidade da massa encefálica que ele tem?” A declaração faz referência à resistência de Mello em firmar parcerias com o governo federal por divergências políticas.

Cotas derrubadas pelo STF

Em seu mandato, Jorginho Mello sancionou lei que proibia reservas de vagas com base em raça nas universidades públicas catarinenses, justificando a medida pela composição demográfica local. Dados do Censo 2022 indicam que 76,28 % dos moradores do estado se autodeclaram brancos; em Itajaí, o índice chega a 93 %. A norma foi invalidada pelo Supremo Tribunal Federal em abril deste ano.

Contexto histórico e repercussões

O uso de Hitler como exemplo negativo por Lula ocorre em região de forte colonização germânica. O presidente já foi lembrado por entrevista concedida à revista Playboy em 1979, na qual citou a “disposição” do ditador, e por comparações recentes de adversários políticos, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, a líderes fascistas. Também pesa a crise diplomática com Israel, iniciada quando Lula comparou a ofensiva israelense em Gaza ao Holocausto.

Até o momento, o governador Jorginho Mello não comentou as declarações presidenciais.

Com informações de Gazeta do Povo