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Resgate internacional envia mais de mil socorristas à Venezuela após terremotos de 7,5 e 7,2

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Caracas — Equipes de busca e salvamento de pelo menos 17 países desembarcaram ou estão a caminho da Venezuela para auxiliar nas operações depois dos terremotos de magnitude 7,5 e 7,2 registrados na quarta-feira, 24 de junho. Segundo o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA), a mobilização já soma mais de mil profissionais, cães farejadores, drones, médicos e toneladas de equipamentos especializados.

Vítimas e situação no país

O governo venezuelano informou nesta sexta-feira (26) que o número de mortos subiu para 920, com 3.360 feridos. Há ainda 3.007 pessoas sem moradia e pelo menos 172 vítimas presas sob escombros. As autoridades reforçaram o pedido para que a população evite deslocamentos às áreas mais atingidas, a fim de não dificultar o trabalho dos socorristas.

Países que já confirmaram ajuda

Estados Unidos, Suíça, Países Baixos, França, Catar, República Checa, Alemanha, Jordânia, Reino Unido, Espanha, Chile, Colômbia, Equador, Itália, El Salvador e México figuram entre as nações que enviaram contingentes ou material de apoio. Parte das equipes já atua em solo venezuelano; o restante deve chegar nos próximos dias.

Detalhes dos principais reforços

Espanha: avião A330 com 59 militares da Unidade Militar de Emergências, socorristas da Comunidade de Madri, dois engenheiros do Exército de Terra, oito unidades caninas e kits de primeiros socorros fornecidos pela AECID.

México: 261 integrantes do Exército, Força Aérea e Guarda Nacional, 18 binômios caninos, 4,4 toneladas de ferramentas de resgate e 2,7 toneladas de insumos médicos.

Suíça: 80 especialistas, cães de resgate e 18 toneladas de equipamentos.

Argentina: quatro brigadas urbanas, especialistas em estruturas colapsadas, drones, equipes médicas, ambulâncias e cães das Forças Armadas.

Brasil: 36 bombeiros, técnicos da Defesa Civil e material para montar um hospital de campanha.

Chile: 37 especialistas em desastres já no país; outros dez devem chegar em breve.

Colômbia: 63 socorristas.

Equador: 47 bombeiros de Quito e dois cães farejadores.

El Salvador: equipes médicas, socorristas e cães de busca.

Suporte financeiro e logístico

Além dos efetivos, os Estados Unidos anunciaram US$ 150 milhões em assistência humanitária e suspenderam parte das sanções para facilitar a entrada de ajuda. A Organização das Nações Unidas liberou US$ 15 milhões do Fundo Central de Resposta a Emergências, enquanto a Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho lançou um apelo de 50 milhões de francos suíços.

Pelo mecanismo europeu de proteção civil, República Checa, Espanha, Itália, França, Luxemburgo, Alemanha, Portugal e Países Baixos enviaram mais de 520 profissionais, entre bombeiros, equipes médicas, cães de resgate e especialistas em telecomunicações.

Avaliação de danos em edificações

Engenheiros venezuelanos e universidades locais iniciaram inspeções em prédios que permaneceram de pé, mas apresentam rachaduras em paredes, colunas ou vigas. O objetivo é evitar novos desabamentos enquanto as buscas por sobreviventes continuam como prioridade absoluta.

As equipes internacionais seguem trabalhando contra o tempo para localizar e retirar vítimas soterradas, enquanto a chegada de novos contingentes e suprimentos mantém a expectativa de reforçar as operações nos próximos dias.

Com informações de Gazeta do Povo