A Coordenadoria de Processamento Inicial da Secretaria Judiciária do Supremo Tribunal Federal (STF) informou nesta quinta-feira, 25 de junho de 2026, ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, que o inquérito relativo ao financiamento do filme Dark Horse deve permanecer com o ministro André Mendonça por prevenção.
De acordo com o parecer técnico, uma busca nos sistemas internos do STF pelo tema “valores destinados ao filme Dark Horse” localizou dois processos já distribuídos a Mendonça em 22 de maio de 2026. Ambos tratam de questões correlatas e justificam a manutenção da relatoria com o mesmo ministro. A pesquisa, ressaltou a Secretaria Judiciária, não incluiu processos que tramitam em sigilo.
Caberá a Fachin decidir se o caso ficará sob a supervisão de Mendonça, de Alexandre de Moraes ou de outro ministro. O pedido de investigação foi protocolado pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e mira o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por supostas irregularidades no aporte de recursos ao filme, feito pelo empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
A petição foi anexada inicialmente ao inquérito que apura a atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, conduzido por Moraes. Em 22 de junho, Moraes determinou o desentranhamento do documento — que passou a tramitar como procedimento autônomo — e solicitou que Fachin definisse o novo relator.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também manifestou-se a favor de que Mendonça assuma o caso, argumentando que o ministro já conduz processos ligados ao chamado “caso Master”.
Fachin recorreu ao setor técnico para esclarecer os critérios de distribuição antes de tomar a decisão final, que deverá ser anunciada nos próximos dias.
Com informações de Gazeta do Povo