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Ex-dependente de crack cria centro de recuperação após 18 anos sóbrio na Paraíba

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Um passado marcado pelo crack levou José Jobson Barbosa dos Santos, 44 anos, a abrir o Centro de Recuperação Pedacinho do Céu, em Campina Grande (PB). Sóbrio há 18 anos, ele agora auxilia outros usuários a deixarem as drogas.

Infância vulnerável

Nascido em uma família desestruturada, Jobson cresceu sem contato com o Evangelho. Depois do divórcio dos pais, a mãe passou a deixá-lo em uma creche de freiras para trabalhar. Fora da escola, ele frequentava o centro da cidade para pedir comida e conheceu más companhias. Aos 11 anos, experimentou maconha, cola e tiner, iniciando uma rotina de furtos para sustentar o vício.

Crack e desintegração familiar

Aos 13 anos, tornou-se pai. Mesmo com a responsabilidade familiar, o consumo de drogas avançou. Aos 18, um amigo lhe ofereceu crack, substância que, segundo ele, “mudou tudo”. Para comprar as pedras, vendeu objetos de casa, roubou vizinhos e chegou a negociar a própria residência. A esposa buscava resgatá-lo em cracolândias e cabarés, enquanto os filhos trabalhavam para manter a casa.

Primeira conversão e recaída

Ao perceber o colapso do casamento, Jobson entrou espontaneamente em uma igreja Assembleia de Deus do bairro. No culto, ajoelhou-se, relatou seu drama e aceitou o apelo pastoral. Conta que o desejo pelas drogas desapareceu “instantaneamente”. Discipulado pelo pastor Givaldo, foi batizado e declarou ter “nascido de novo”.

Seis anos depois, afastou-se dos cultos e relaxou a rotina devocional, recaindo no crack. Durante o primeiro consumo, diz ter tido uma visão de “labirinto em chamas e demônios”. Permaneceu três anos nessa condição até decidir retomar a fé, renovando a aliança com Cristo.

Novo rumo e fundação do centro

Desde então, mantém-se firme há 18 anos. Transformado pela experiência, fundou o Centro de Recuperação Pedacinho do Céu, em Campina Grande, onde acolhe dependentes químicos e compartilha o Evangelho. A instituição funciona desde sua libertação definitiva, sendo, segundo ele, a materialização da “vida restaurada da água para o vinho”.

Com informações de Guiame