WASHINGTON, 25 de junho de 2026 – A Suprema Corte dos Estados Unidos confirmou, nesta quinta-feira (25), a decisão do governo Donald Trump de revogar o Status de Proteção Temporária (TPS) concedido a imigrantes do Haiti e da Síria.
Por seis votos a três, a maioria conservadora do tribunal avaliou que a legislação que criou o programa, em 1990, impede o Poder Judiciário de revisar as determinações do Departamento de Segurança Interna (DHS) sobre a manutenção ou o encerramento dessas salvaguardas.
350 mil haitianos e 6,1 mil sírios ficam sujeitos à deportação
Com a decisão, aproximadamente 350 mil haitianos e 6.100 sírios perdem a proteção que os isentava de deportação e lhes garantia permissão legal de trabalho em território norte-americano.
No voto da maioria, os ministros reconheceram que os autores do processo citaram comentários considerados “preconceituosos” feitos por Trump a respeito dos haitianos — entre eles a declaração, ainda na campanha presidencial, de que imigrantes de uma pequena cidade de Ohio roubariam animais de estimação para consumo. Para o tribunal, entretanto, tais falas não configuram discriminação racial explícita e podem ser enquadradas em argumentos de política migratória “neutros em termos de raça”.
Programa criado para atender vítimas de guerras e desastres
O TPS foi instituído para oferecer abrigo temporário a estrangeiros que não podem regressar com segurança aos países de origem devido a conflitos armados, calamidades naturais ou outras emergências graves. Desde o início do segundo mandato, a administração Trump vem buscando encerrar o benefício para mais de uma dezena de nações, medida já aplicada, por exemplo, a cidadãos da Venezuela.
A Casa Branca defende que a revogação do status é parte de um esforço mais amplo para endurecer as regras migratórias e reduzir ilegalidades na fronteira.
Com informações de Gazeta do Povo