Alan Greenspan, ex-presidente do Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos, morreu nesta segunda-feira, 22 de junho de 2026, aos 100 anos. A informação foi confirmada por familiares.
De acordo com a esposa, a jornalista Andrea Mitchell, correspondente-chefe em Washington da NBC News, a morte ocorreu em consequência de complicações relacionadas à doença de Parkinson. “Ele foi um gigante que ajudou a moldar a economia dos EUA por décadas, sob presidentes de ambos os partidos, mas sempre foi honesto ao reconhecer seus erros”, declarou Mitchell.
Quase duas décadas à frente do banco central
Nascido em março de 1926, em Nova York, Greenspan comandou o Fed de 1987 a 2006, durante os governos de Ronald Reagan, George H.W. Bush, Bill Clinton e George W. Bush. Ele é o segundo presidente mais longevo da história do banco central norte-americano, ficando 131 dias atrás do recordista William McChesney Martin (1951–1970).
Da música à economia
Filho de um corretor da bolsa, Greenspan estudou clarinete na Juilliard School e percorreu o país tocando saxofone e clarinete na banda de Henry Jerome. Depois da passagem pela música, formou-se em Ciências Econômicas em 1948.
Carreira em Washington
Em 1968, trabalhou como assessor econômico na campanha presidencial de Richard Nixon. Ocupou diversos cargos nas administrações de Nixon, Gerald Ford e Ronald Reagan, até ser indicado por Reagan para suceder Paul Volcker na presidência do Fed. Permaneceu no posto até o início do segundo ano do segundo mandato de George W. Bush.
Segundo Andrea Mitchell, além da carreira pública, Greenspan nutria paixão por beisebol, pelo Washington Commanders, por tênis, golfe e jazz. “Ser sua companheira de vida foi a maior alegria da minha vida”, afirmou.
Não foram divulgados detalhes sobre cerimônias fúnebres.
Com informações de Gazeta do Povo