Uma sondagem nacional do instituto Gallup mostra que a parcela de norte-americanos que acredita ser positivo haver mais pessoas religiosas no país encolheu de 75% em 2013 para 65% neste ano.
Ao mesmo tempo, aumentou de 17% para 22% o grupo que considera que maior religiosidade traria prejuízos à sociedade.
A pesquisa detalha que a mudança não foi uniforme entre os diferentes segmentos da população. Entre republicanos e católicos, a percepção de benefício da fé cresceu desde 2013. Em todos os demais recortes analisados, houve queda, com destaque para mulheres, jovens de 18 a 34 anos, pessoas com ensino superior e eleitores democratas, todos registrando redução de 16 pontos percentuais.
Mesmo entre quem frequenta cultos ao menos uma vez por semana, o índice favorável caiu 5 pontos. Entre protestantes e membros de igrejas não denominacionais, a diminuição chegou a 7 pontos.
O levantamento também constatou que mais cidadãos veem influência das políticas públicas sobre os valores morais: de 59% em 2006 para 69% em 2026. O avanço mais expressivo ocorreu entre jovens de 18 a 34 anos e entre pessoas sem filiação religiosa, com alta de 19 pontos. O menor acréscimo foi registrado na faixa dos 35 a 54 anos, passando de 61% para 63%.
Em nota, o Gallup afirma que, embora a maior parte da população ainda associe uma sociedade mais religiosa a benefícios para os Estados Unidos, essa visão perdeu força nos últimos dez anos, período em que vários indicadores de religiosidade alcançaram mínimas históricas. A organização também observa forte divisão partidária e religiosa sobre o papel do governo na promoção de valores morais, ao passo que cresce a percepção de que as decisões estatais impactam esses valores.
Com informações de Folha Gospel