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Polícia Federal mira Jaques Wagner em nova fase da Operação Compliance Zero

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Brasília – A Polícia Federal cumpriu 18 mandados de busca e apreensão contra o senador Jaques Wagner (PT-BA) na quinta-feira, 18 de junho de 2026, dentro da mais recente etapa da Operação Compliance Zero. Líder do governo Lula no Senado, Wagner é investigado por suspeita de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Segundo os investigadores, o parlamentar teria recebido vantagens indevidas que incluem um apartamento avaliado em cerca de R$ 2,45 milhões em Salvador, uso de aeronaves particulares, ingressos para espetáculos nos Estados Unidos e repasses a empresas vinculadas a familiares.

Esquema ligado ao Banco Master

A apuração também aponta ligação entre o caso e o escândalo envolvendo o Banco Master. O Ministério Público Federal sustenta que o esquema começou em 2018, na Bahia, durante o governo Rui Costa (PT), com a privatização de uma empresa estatal de alimentos que originou o cartão consignado CredCesta, voltado para servidores públicos e aposentados.

Documentos da investigação indicam que o CredCesta recebeu exclusividade de 15 anos para conceder empréstimos a aproximadamente 250 mil servidores estaduais, transformando a operação em fonte expressiva de recursos para empresários e agentes políticos envolvidos.

Repercussão

No programa “Última Análise”, transmitido ao vivo pelo YouTube, a advogada Anne Dias destacou que as supostas vantagens teriam sido destinadas a “um dos homens de maior confiança do governo federal”. Já o advogado Enio Viterbo afirmou que o episódio repete um “modo de atuação” atribuído a quadros do Partido dos Trabalhadores na Bahia.

O caso mantém o Partido dos Trabalhadores sob pressão, uma vez que Jaques Wagner é considerado aliado histórico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com informações de Gazeta do Povo