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CPAC acusa STF de perseguição após condenação de Eduardo Bolsonaro

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Brasília, 18 de junho de 2026 – A Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), considerada o maior evento conservador dos Estados Unidos, divulgou nota de repúdio contra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que condenou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a quatro anos de prisão em regime semiaberto.

Em mensagem publicada nas redes sociais oficiais da entidade, o presidente da CPAC, Matt Schlapp, classificou a sentença unânime da Primeira Turma do STF como “grave violação das normas democráticas, da liberdade de expressão e do Estado de direito”. Segundo ele, o processo representa “lawfare” – uso do sistema judicial para fins de perseguição política.

Schlapp afirmou que o “suposto crime” do ex-parlamentar “não foi violência, corrupção nem ameaça”, mas, sim, “expor a corrupção, a censura e o abuso de poder” no Brasil. O dirigente acrescentou que Eduardo Bolsonaro estaria sendo punido “porque ousou falar a verdade” e por não ter se calado enquanto “seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, e milhões de conservadores brasileiros” sofreriam perseguição.

O líder conservador também direcionou críticas ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF. Para Schlapp, Moraes teria “ignorado” um processo judicial nos Estados Unidos sobre suposta censura a cidadãos norte-americanos em redes sociais, o que demonstraria, segundo ele, a intenção de “silenciar críticos em casa e escapar ao escrutínio no exterior”.

Além da nota oficial, a CPAC publicou trechos de entrevista com Eduardo Bolsonaro e declarou apoio à “família Bolsonaro e ao povo brasileiro na luta pela liberdade”. Em outra postagem, a entidade defendeu que conservadores no Brasil merecem “respeito à liberdade de expressão, eleições livres e justiça dentro da lei”.

A condenação de Eduardo Bolsonaro foi aprovada na última terça-feira pela Primeira Turma do STF, que o considerou culpado por coação no curso do processo. A Procuradoria-Geral da República (PGR) sustentou que declarações públicas e postagens do então deputado colaboraram para que o governo dos Estados Unidos avaliasse sanções contra autoridades brasileiras, entre elas o próprio ministro Alexandre de Moraes. Além da pena de quatro anos de prisão em regime semiaberto, o ex-parlamentar ficou inelegível.

Com informações de Gazeta do Povo